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ELEIÇÕES NA ARGENTINA

Ideologias à parte, Macri quer reforçar os laços com Brasil

Candidato opositor à presidência da Argentina, Maurício Macri está bem posicionado para uma vitória no segundo turno

Ideologias à parte, Macri  quer reforçar os laços com Brasil
Candidato opositor à presidência da Argentina, Maurício Macri está bem posicionado para uma vitória no segundo turno

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O favorito para assumir a presidência da Argentina no próximo dia 22,  Mauricio Macri, empresário e atual prefeito de Buenos Aires, se mostrou seguro da vitória em recente coletiva de imprensa para jornalistas estrangeiros. Bem posicionado para derrubar o peronismo que governa o país há 14 anos, Macri falou sobre seus futuros aliados no exterior, como se já estivesse na Casa Rosada.

Uma vitória de Macri pode inaugurar uma virada política importante na América Latina, dominada por governos de esquerda há uma década. Além da Argentina, a Venezuela terá eleições legislativas em 6 de dezembro que ameaçam golpear o chavismo. Macri faz duras críticas ao governo de Nicolás Maduro e diz que pedirá uma reunião da Mercosul em 10 de dezembro, dia da posse, para pressionar a cúpula a aplicar a cláusula democrática contra Caracas, caso o opositor Leopoldo López não seja solto até lá.

Para o governo da petista Dilma Rousseff, uma eventual vitória de Macri teria um sabor amargo. Lula apoiou publicamente o candidato da presidente Cristina Kirchner, Daniel Scioli, e chegou a viajar à Argentina para ajudá-lo em campanha. Macri, no entanto, minimiza a distância ideológica que o separa do Partido dos Trabalhadores (PT) e diz apostar em uma parceria até mais próxima que a atual com o governo brasileiro:

“Para Dilma, será muito mais fácil chegar a acordos comigo do que foi com Cristina, não tenham dúvidas disso”, declarou. Ele confirmou que sua primeira viagem oficial como chefe de Estado será para o Brasil.

Segundo fontes da equipe de Macri, o senador e ex-candidato presidencial Aécio Neves telefonou para Macri após o resultado surpreendente que ele obteve no primeiro turno e “lhe transmitiu os parabéns do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”.  O Planalto não entrou em contato com Macri para parabenizá-lo.

Campanha do segundo turno

Atrás nas pesquisas mas não fora do páreo, Scioli lançou uma campanha dura neste segundo turno, inspirada na de Dilma. Scioli alega que com Macri no governo haverá ajustes e retrocesso para os anos 90, quando até cientistas precisavam lavar pratos. A campanha de Scioli admite que analisou detalhadamente as estratégias de campanha da presidente Dilma. Em Buenos Aires, chegam a correr boatos de que o marqueteiro petista João Santana estaria trabalhando para Scioli. A equipe to candidato nega.

Fontes:
El País - Macri: 'Será mais fácil Dilma fazer acordo comigo do que com Cristina'
O Globo - Macri: “Será mais fácil Dilma fazer acordo comigo do que com Cristina”

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