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Diplomacia

Indonésia protesta contra a Arábia Saudita por execução de empregada doméstica

Siti Zainab, cidadã indonésia, foi condenada à morte por esfaquear e espancar sua patroa até a morte

Indonésia protesta contra a Arábia Saudita por execução de empregada doméstica
O presidente indonésio, Joko Widodo, recusou clemência a 16 condenados por tráfico de drogas em seu país (Foto: Reprodução/Internet)

A Indonésia protestou contra o governo da Arábia Saudita pela execução da empregada doméstica Siti Zainab, nascida no país asiático. De acordo com o governo indonésio, os árabes não teriam informado a família da vítima e as autoridades com antecedência da aplicação da pena. Os governantes convocaram o embaixador saudita em Jacarta para uma reunião.

Em janeiro, o presidente do país, Joko Widodo, negou clemência ao traficante brasileiro Marco Archer Cardoso, apesar da insistência da presidente Dilma Rousseff. Há ainda outros dez condenados à morte por tráfico de drogas, entre eles o paranaense Rodrigo Gularte, que, de acordo com a família, tem esquizofrenia.

Segundo a informação oficial da Arábia Saudita, Siti foi decapitada na última terça-feira, 14, na cidade de Medina. Ela foi condenada por esfaquear e espancar até a morte sua patroa, Noura al-Morobei, em 1999. Widodo e seus três antecessores enviaram cartas ao rei saudita em busca de clemência.

ONGs de defesa dos direitos humanos tentam utilizar o caso de Siti Zainab para impedir que o governo indonésio execute Gularte e os outros nove condenados. Brasil e Noruega já convocaram seus embaixadores no país como forma de protesto pela morte de seis presos em janeiro.

Apesar da pressão internacional, Joko se recusa a conceder clemência aos condenados por tráfico. Ele afirma que as drogas provocam uma situação de “emergência” em seu país. Sua ministra de Relações Exteriores, Retno Marsudi, afirmou que não haverá perdão. “Nosso compromisso é proteger nossos cidadãos. Esta é a nossa prioridade”, disse Retno à AFP.

Reclamação sobre a data da execução

Segundo um comunicado do governo da Indonésia, o protesto contra a Arábia Saudita se deu porque não notificaram com antecedência os representantes ou a família de Siti sobre a data da aplicação.

“O problema não é sobre a Justiça ou a execução, mas sobre a data da execução”, afirmou o embaixador saudita em Jacarta, Mustafa Ibrahim Al-Mubarak, mostrando-se surpreso com a convocação de Widodo.

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