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Intel prevê Lei de Moore em vigor por pelo menos mais dez anos

A Lei de Moore comemorou 50 anos. Alguns sinais que vêm se acumulando durante esse tempo indicam que a lei está perdendo sua força

Intel prevê Lei de Moore em vigor por pelo menos mais dez anos
Gordon Moore previu que o número de transistores que podia ser gravado em uma placa de silício dobraria a cada dois anos (Reprodução/Flickr)

As notícias da morte da Lei de Moore sempre foram muito exageradas. As pessoas começaram a anunciar sua morte pouco depois que Gordon Moore, cofundador da Intel, uma fabricante de chips, publicou um artigo em 19 de abril de 1965, no qual disse que o número de transistores que podia ser gravado em uma placa de silício dobraria todos os anos. Em um artigo posterior ele corrigiu sua previsão para um aumento a cada dois anos, uma estimativa que se tornou conhecida como a “Lei de Moore”.  Sempre contrariando as expectativas dos céticos, o crescimento exponencial da lei manteve seu ritmo e impulsionou a revolução digital.

No entanto, alguns sinais que vêm se acumulando há 50 anos, indicam que a lei está perdendo sua força. Não só devido aos limites físicos, embora a produção atual de transistores de apenas 14 nanômetros (equivalente à bilionésima parte de um metro) de largura, seja um processo delicado e difícil. Mas, segundo a Intel, a lei continuará em vigor por pelo menos mais dez anos, com a eventual redução da largura dos transistores para 5nm, cerca da espessura de uma membrana celular. E, além de diminuir ainda mais os circuitos, a Intel começou a empilhar componentes, como se fosse uma construção em 3D de chips.

A economia é a causa principal do enfraquecimento da Lei de Moore. Como Gordon Moore havia dito, o ideal era que a redução do tamanho dos transistores fosse acompanhada pela queda dos seus preços. Mas há alguns anos, quando os transistores de 28nm de largura era o que havia de mais moderno do ponto de vista tecnológico, os fabricantes de chips constataram um aumento acentuado nos custos do design e da fabricação. Agora as novas fábricas de produção de semicondutores custam mais de US$6 bilhões. Em outras palavras, os transistores podem diminuir ainda mais de tamanho, porém, em contrapartida, estão cada vez mais caros.

As empresas que fabricam smartphones e outros dispositivos móveis têm, sem dúvida, um grande interesse em que os fabricantes de chips continuem a compactar cada vez mais o poder computacional e a capacidade de armazenamento em minúsculas placas de silício, e, possivelmente, não farão objeção ao aumento de preços.

Fontes:
Economist-Ever more from Moore

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