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ROMPIMENTO DE BARRAGEM

Inundação no Laos chega ao Camboja

Rompimento de represa no Laos faz rio no vizinho Camboja subir 11,5 metros e força o deslocamento de milhares de pessoas

Inundação no Laos chega ao Camboja
Soldados do Camboja resgatam moradores na província de Stung Treng (Foto: Mime Phoumsavanh)

Milhares de pessoas no norte do Camboja foram forçadas a deixar suas casas por conta do rompimento de uma represa no sudeste do Laos, próximo à fronteira com o país.

O rompimento da represa Xepian-Xe Nam Noy, na última terça-feira, 23, liberou 5 bilhões de metros cúbicos de água que, além de varrerem vilarejos no Laos, fizeram o nível das águas dos rios no vizinho Camboja subir 11,5 metros em algumas regiões.

Segundo informou o jornal Guardian, autoridades da província de Stung Treng, próximo à fronteira com o Laos, correm contra o tempo em uma operação de emergência para deslocar 1.200 famílias. Vilarejos às margens do Rio Sekong, no Camboja, que fica no mesmo curso de água que alimenta a barragem de Xepian-Xe Nam Noy, foram afetados pelo aumento no nível das águas. Em alguns vilarejos, residências inteiras ficaram embaixo d’água.

Men Kon, porta-voz do governo local de Stung Treng, informou que, até o momento, 17 famílias foram retiradas da região e que participam da operação de resgate 700 agentes, entre policiais, soldados e socorristas.

Localizada na província de Attapeu, sudeste do Laos, a represa Xepian-Xe Nam Noy rompeu na noite de terça-feira, deixando pelo menos seis vilarejos próximos submersos, 6,6 mil desabrigados e centenas de desaparecidos.

Na última quarta-feira, 25, em coletiva divulgada na agência estatal de notícias do Laos, KPL, o primeiro-ministro do país, Thongloun Sisoulith, atualizou os números de afetados. Até o momento, foram confirmadas 27 mortes, 3.060 desabrigados e 131 desaparecidos.

O governo do Laos pediu ajuda externa para lidar com a catástrofe. Na quarta-feira, o Japão anunciou o envio de suprimentos como barracas para os desabrigados, cobertores e outros materiais de assistência humanitária. No mesmo dia, o governo da China anunciou o envio de 100 agentes de resgate para o Laos, bem como medicamentos.

Os governos da Coreia do Sul, do Vietnã e da Tailândia também se comprometeram a enviar ajuda humanitária o mais rápido possível. O primeiro-ministro Sisoulith afirmou que a tragédia é, possivelmente, a pior em décadas no Laos e agradeceu a ajuda externa.

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