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'ERRO HUMANO'

Investigação conclui que ataque a hospital do MSF em Kunduz foi erro evitável

Chefe da missão dos EUA no Afeganistão diz que bombardeio a hospital foi um erro trágico e que militares envolvidos serão suspensos das funções

Investigação conclui que ataque a hospital do MSF em Kunduz foi erro evitável
Ataque aéreo matou 30 pessoas, muitos eram pacientes e membros do Médicos Sem Fronteiras (Foto: Doctors Without Borders – MSF)

O chefe da missão americana no Afeganistão, general John F. Campbell, declarou na última quarta-feira, 25, que vai suspender militares americanos de suas funções, após uma investigação militar interna das Forças Armadas dos EUA concluir que o bombardeio ao hospital dos Médicos sem Fronteiras em Kunduz, no mês passado, foi um erro que poderia ser evitado.

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Chamando o ataque aéreo de “erro trágico”, o general Campbell leu uma nota anunciando as descobertas da investigação, que concluiu que a culpa foi um “erro humano que poderia ter sido evitado”, composto por falhas técnicas, mecânicas e de procedimento. Segundo Campbell, outro fator que contribuiu foi o fato de os membros das Forças Especiais em Kunduz estarem cansados e combatendo por dias.

O bombardeio, que envolveu repetidos ataques em 3 de outubro, matou 30 pessoas, muitas delas pacientes e membros da equipe do Médicos sem Fronteiras, e destruiu o principal hospital local. Os grupos de ajuda disseram que o ataque continuou por mais de uma hora, enquanto repetidos alertas para os militares eram feitos pela equipe, e apesar das coordenadas do hospital terem sido repetidamente enviadas pelo comando americano.

Kunduz, a capital provincial no Norte do Afeganistão, foi dominada pelo Talibã nos dias anteriores ao bombardeio. O general Campbell disse que a equipe de atiradores do exército acreditou que estava atacando um edifício diferente, que foi identificado como uma base do Talibã na cidade. Ele disse que o sistema de alvos do avião falhou ao entregar as informações precisas e que o email e outros sistemas eletrônicos dentro do avião, incluindo um transmissor de vídeo que normalmente enviaria imagens para os principais comandantes por tempo real, falharam durante a operação.

Oficiais americanos disseram que as tropas das Operações Especiais não seguiram as regras de combate e que o bombardeio não deveria ser feito naquele lugar.

Fontes:
New York Times-U.S. General Says Kunduz Hospital Strike Was ‘Avoidable’

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