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SISTEMA DE CONTROLE DE VOO

Investigação internacional de software do Boeing 737 Max começa dia 29

O software é apontado como o provável responsável por dois acidentes aéreos que mataram 346 pessoas

Investigação internacional de software do Boeing 737 Max começa dia 29
O 737 Max conta com um sistema automatizado de controle de voo (Foto: WS YYC 737 MAX)

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A Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) começa na próxima segunda-feira, 29, a revisão técnica intergovernamental conjunta do novo sistema de controle de voo do Boeing 737 Max 8. O software é apontado como o provável responsável por dois acidentes aéreos que mataram 346 pessoas. Considerado o modelo mais recente da corporação norte-americana, o 737 Max conta com um sistema automatizado de controle de voo do avião que inclui sua interação com o piloto.

A investigação deverá durar 90 dias e contará com a participação de especialistas de Austrália, Brasil, Canadá, China, Emirados Árabes, Japão, Indonésia, Singapura e da Agência Europeia (Easa). O representante brasileiro será a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Também a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (Nasa) e o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB, em inglês) enviarão especialistas para a diligência.

A equipe internacional decidirá sobre possíveis melhorias no sistema de anti-stall. O Sistema de Aumento de Características de Manobra (MCAS, em inglês) teria empurrado – de forma irreversível – o nariz das duas aeronaves para baixo, tomando por base uma leitura errônea de dados dos sensores.

Boeing está de olho nos prejuízos

Com uma receita anual de US$ 101,1 bilhões, registrada em 2018, a fabricante de aeronaves com sede em Chicago investe para corrigir o MCAS. Por causa dos dois acidentes – o primeiro, em outubro de 2018 na Indonésia, quando 189 pessoas morreram, e outro na Etiópia, em março deste ano, que deixou 157 mortos -, o modelo de ponta da empresa está com as operações suspensas em todo o mundo desde meados de março. As companhias aéreas que adquiriram o 737 Max 8 mantêm a aeronave em seus hangares, o que implica em inevitável prejuízo.

De olho nos efeitos negativos de tal investigação, o presidente da Boeing anunciou que estão concluídos os testes com a devida atualização do sistema de controle de voo. Dennis Muilenburg afirma que “nossos pilotos de teste fizeram 120 voos com o novo software, totalizando 203 horas”. Segundo a agência de notícias Associated Press, a expectativa da companhia aeroespacial é promover em breve um voo de certificação com um piloto de testes da FAA a bordo, possivelmente na mesma semana da revisão técnica – evitando o descrédito do seu mais novo produto e abreviando o período de vendas interrompidas. 

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1 Opinião

  1. Roberto Henry Ebelt disse:

    Está claro que o problema não é o avião. Seria um software sofisticado demais para interagir com falantes de línguas que não o inglês? É o que parece. Tente entender um manual de instruções escrito em inglês e traduzido para o português.Não é fácil. Mais do que se pode imaginar, um idioma modela o cérebro de quem o fala e a linguagem das máquinas é o inglês. O maior acidente em número de mortos (em Tenerife) foi basicamente causado por um problema de comunicação.

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