Início » Internacional » Irmandade Muçulmana se vinga dos cristãos egípcios
Coptas do Egito

Irmandade Muçulmana se vinga dos cristãos egípcios

Por vários dias, ataques deixaram pelo menos 47 igrejas e monastérios danificados ou destruídos, e pelo menos sete pessoas morreram

Irmandade Muçulmana se vinga dos cristãos egípcios
Igrejas foram atacadas com bombas potentes o bastante para rachar o chão, derrubar os telhados e estourar todas as vidraças (Reprodução/Economist)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

Cravada na beirada de um belo vale em um canto remoto da província de Fayoum, ao sul de Cairo, a cidade de Nazla é famosa por sua atividade industrial artesanal. Pequenas unidadesfabris ilegais produzem bumbas, pacotinhos de pedrinhas e pólvora que são onipresentes em comemorações no Egito. Em 14 de agosto, os nativos puseram as suas habilidades à serviço de outra causa.

À medida que se espalharam as notícias de que policiais de Cairo haviam removido uma ocupação de apoiadores da Irmandade Muçulmana, autofalantes de mesquitas clamaram por uma vingança. Uma multidão irada depredou a delegacia de polícia local e expulsou os seus oficiais e depois direcionou a sua fúria contra os cristãos cópticos de Nazla, cujos 270 clãs apoiam duas igrejas e um monastério. A destruição foi sistemática e total.

Todo objeto de valor foi roubado, inclusive um laboratório de computação e novos bancos de madeira da Igreja da Virgem, uma construção majestosa, construída com afinco e inaugurada em abril, que parece incongruente com o empoeirado centro da cidade. Em seguida, sala a sala, os invasores bombardearam o prédio com bombas potentes o bastante para provocar rachaduras no chão, derrubar os telhados e estourar todas as vidraças.

Em outros lugares, por vários dias, ataques semelhantes deixaram pelo menos 47 igrejas e monastérios danificados ou destruídos, e pelo menos sete pessoas morreram. Em nenhum lugar havia policiais para reforçar a segurança, e em nenhum momento a polícia interveio prontamente ou com força o bastante.

Fontes:
The Economist-The butt of angry Islamists

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

4 Opiniões

  1. roseli disse:

    Reportagem preocupante, os badeneiros atacam, destroem, a ONU, deveria interferir.

  2. Regina Caldas disse:

    A ONU, e a CE, pelas suas procrastinações, pelo seu anti semitismo, e por muito mais erros e omissões cometidas, não gozam mais de respeito. Para se ter uma ideia: o ninho do Hisbolhah é a Irmandade. E só agora, a CE o reconhece como um grupo terrorista.

    Estes ataques da Irmandade às igrejas cristãs no Egito, é exemplar para mostrar ao mundo quais os objetivos da Irmandade: um Jihad Universal contra todos os que não acreditam em Allah.

  3. Carlos U. Pozzobon disse:

    Existem mesquitas apedrejadas e bombardeadas por membros de outras religiões? Francamente, nunca ouvi esta notícia. Isto significa que eles são terroristas com alvos direcionados para qualquer setor social que não se identifique com sua ideologia, no caso, a religião teocrática do Islã. E quando não houver mais cooptas vão se voltar para os muçulmanos moderados. O Egito vai padecer indefinidamente da instabilidade política e de uma pobreza social irremediável enquanto não conseguir uma solução para acabar com o fanatismo da Irmandade Muçulmana.

  4. Kalil Saliba disse:

    Em absoluto não existe uma Jihad contra todos que não acreditam em Allah. O que existe mesmo é agressões de ambos os lados religiosos e não são de hoje, por acaso as cruzadas cristãs tinham por objetivo eliminar todos os mulçumanos?. Existe mesmo são as lutas das varias classes na sociedade egípcias fomentadas pelo o odio e discordia da sociedade ocidental que não compreendem a dimensão da cultura e democracia do Oriente. A ONU como braço politico do imperialismo yanque perdeu toda sua credibilidade se é que a tinha, até os yanques para o seus fins criminosos não a utilizam mais, veja o caso do Iraque e agora o Sirio.
    Recomendo a D. Roseli com todo o respeito procurar se informar mais, ou seja ler um pouco mais sobre a cultura Oriental, para emitir uma opinião mais precisa sobre o assunto.

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *