Início » Internacional » Irmãos de Macri são investigados por transações bancárias suspeitas
ARGENTINA

Irmãos de Macri são investigados por transações bancárias suspeitas

Justiça da Alemanha investiga transações de irmãos do presidente argentino, Mauricio Macri, envolvendo offshore no Panamá

Irmãos de Macri são investigados por transações bancárias suspeitas
Banco alemão informou a Procuradoria de Hamburgo de uma operação suspeita envolvendo a empresa BF Corporation (Foto: Wikimedia)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

A Interpol e o Ministério Público Fiscal da Argentina investigam os irmãos do presidente argentino Mauricio Macri, Gianfranco e Mariano, por transações bancárias suspeitas na Alemanha. De acordo com os jornais La Nacion, da Argentina, e Süddeutstche Zeitung, da Alemanha, as movimentações foram feitas pouco antes do primeiro turno da eleição presidencial na Argentina.

Leia também: Mossack Fonseca: por trás dos Panama Papers
Leia também: Mais de 72 chefes de Estado ocultaram dinheiro em paraísos fiscais

O caso começou a ser investigado ainda na Alemanha, quando o banco UBS Deutschland AG informou à Procuradoria de Hamburgo de uma operação suspeita envolvendo a empresa BF Corporation, sediada no Panamá. A empresa teria pedido ao banco alemão que fechasse sua conta e transferisse seu dinheiro a um banco na Suíça.

No entanto, o banco desconfiou por conta das altas cifras (o valor não foi divulgado) e pelo fato de os titulares terem pedido que os arquivos sobre sua existência fossem destruídos. Além disso, a empresa se negou a ceder as informações necessárias para a transação.

Com isso, a Procuradoria de Hamburgo passou a investigar a companhia e enviou toda a documentação para a Interpol e a Procelac, seção do Ministério Público Fiscal argentino dedicada a investigar crimes de lavagem de dinheiro, a fim de abrir uma apuração conjunta entre os órgãos.

De acordo com os alemães, a BF Corporation foi criada no escritório Mossack Fonseca, envolvido no escândalo dos Panama Papers, e era operada pelo contador uruguaio Lussich Torrendel, que gerencia os negócios da família Macri.

Para a Justiça argentina, ter contas no exterior e realizar transações financeiras via empresas offshore não configuram crime. No entanto, as operações devem ser declaradas à Afip (Receita Federal do país).

Offshore nas Bahamas

O nome do presidente argentino já havia sido vinculado em abril, no caso Panama Papers, por conta da participação em uma empresa nas Bahamas. De acordo com a investigação, Macri figurava como vice-presidente e diretor da empresa Fleg Trading, entre 1998 e 2008.

A Justiça argentina apura se ele omitiu a sua vinculação com a empresa quando era chefe de governo da cidade de Buenos Aires, entre 2007 e 2015. O presidente argentino, entretanto, afirmou que não havia declarado seu vínculo pelo fato da empresa pertencer ao seu pai, Franco Macri, e por nunca ter recebido dinheiro dela.

No entanto, documentos revelaram recentemente que o Grupo Socma, propriedade da família Macri, investiu em abril de 2000 cerca de US$ 10 milhões (R$ 32 milhões) na sociedade ViajesYa.com, voltada ao turismo na internet. Com isso, fica ainda mais reforçada a relação entre a família Macri e as Bahamas, já que os documentos apontam que o presidente repatriou US$ 1,25 milhão (R$ 4,1 milhão) do país caribenho.

Fontes:
Folha de S. Paulo-Alemanha investiga irmãos de Macri por transações em empresa offshore
El País-Novos documentos vinculam família Macri com offshore nas Bahamas

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *