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Israel aumenta policiamento em bairros palestinos para conter onda de violência

Todas as medidas foram aprovadas pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e já foram tomadas pelos israelenses em ondas de violência no passado

Israel aumenta policiamento em bairros palestinos para conter onda de violência
Policial no 'dia de fúria' em Israel (Fotos públicas/Israel Police)

Depois que um grupo de palestinos convocou um “dia de fúria” em Israel, Cisjordânia e Gaza, na última terça-feira, 13, as autoridades de Israel começaram a instalar nesta quarta-feira, 14, postos de controle nos acessos a bairros palestinos de Jerusalém Oriental. A ideia é tentar conter os ânimos entre palestinos e israelenses na região. A atual onda de ataques começou no dia 1º de outubro.

Durante as duas últimas semanas, os confrontos entre os dois lados provocaram a morte de sete israelenses e 30 palestinos. A partir da decisão do gabinete de segurança israelense, a polícia pode impor um toque de recolher e fechar bairros considerados “centros de atrito e incitação à violência”. O país também vai demolir as casas das famílias dos autores de ataques, revogar as permissões de residência dos envolvidos, além de não devolver os corpos dos atacantes a suas famílias.

Todas as medidas foram aprovadas pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Segundo a Folha de S. Paulo, estas ações já foram tomadas pelos israelenses em ondas de violência no passado e não tiveram um resultado eficiente, já que, em geral, elas só acabaram provocando mais revolta entre os palestinos.

Para a ONG Human Rights Watch, a iniciativa de Israel fere a liberdade de movimentação dos palestinos, além de ser uma reação excessiva aos últimos episódios de violência. “A onda de ataques é um desafio para qualquer força policial, mas exacerbar a política punitiva da demolição de casas é uma resposta fora da lei e destinada a provocar dano”, disse Sari Bashi, representante local da entidade.

Segundo a Agência Efe, Israel também vai aumentar o efetivo policial, recrutando 300 guardas adicionais para fazer a segurança no transporte público em Jerusalém. O exército também foi autorizado a reforçar o policiamento em cidades e estradas.

Fontes:
Folha de S. Paulo-Israel autoriza fechamento de bairros em Jerusalém e reforço na segurança
Agência EFE-Israel autoriza fecho de bairros em Jerusalém e reforço na segurança

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1 Opinião

  1. jayme endebo disse:

    A liderança palestina nunca se preocupou com seu povo e as consequências deste incitamento será mais pobreza, mais desesperança. Há vinte anos atrás trabalhavam cerca de 300.000 palestinos de gaza e cisjordânia no estado de Israel, não havia cerca nem muros. Suas lideranças principalmente Arafat e Abbas incitavam a violência inclusive com esfaqueamento dos israelenses e após um ano o resultado foi construção de cercas e muros e a contratação de mão de obra africana, nepalense, chinesa, turca etc e o desemprego explodiu entre os palestinos.
    Hoje trabalham 10.000 vindo de gaza e cisjordânia e cerca de 200.000 árabes-israelenses, ganha um chocolate quem adivinhar oque vai acontecer nos próximos meses.

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