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Israel começa a deportar imigrantes africanos

Ação faz parte da nova política do governo de Israel, que pretende deportar entre 35 mil e 40 mil imigrantes

Israel começa a deportar imigrantes africanos
O migrante que se recusar a deixar Israel nos próximos dois meses será detido (Foto: Wikimedia)

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Milhares de imigrantes do Sudão e da Eritreia terão que deixar Israel nos próximos 60 dias. Isso porque o governo israelense começou a entregar cartas para os cidadãos com a ordem de saída do país no último domingo, 4. Cada um receberá US$ 3,5 mil e a passagem de avião para deixar a nação.

Aprovado em janeiro, o polêmico plano que vai enviar entre 35 mil e 40 mil imigrantes para o seu antigo país ou para um terceiro, que possivelmente será Ruanda. O migrante que se recusar a deixar Israel nos próximos dois meses será detido. Isso porque a maior parte dos migrantes africanos entrou ilegalmente no país pela fronteira do Sinai. Para reduzir esse problema, Israel construiu um muro para separar os territórios.

De acordo com a Organização Não Governamental (ONG) Hotline para Refugiados e Migrantes, apenas 11 das 12 mil solicitações de refúgio recebidas por Israel foram aceitas, enquanto 7 mil já foram negadas e as outras estão sendo analisadas. Atualmente, cerca de 37 mil eritreus e sudaneses vivem em Israel. No entanto, os menores de idade e idosos não serão obrigados a deixar o país por enquanto.

Em um centro de detenção em Holot, no sul de Israel, dezenas de africanos já receberam as ordens para abandonar o país. De acordo com o jornal Haaretz, eles têm as opções de voltarem para seu antigo país, viajar para Ruanda ou serão presos por tempo indeterminado.

Política polêmica

Muitos cidadãos do país não concordam com a decisão de Israel de expulsar os imigrantes, tanto que um grupo de rabinos lançou o programa “Anne Frank” para proteger os migrantes que correm risco de expulsão. Outras personalidades, como escritores, acadêmicos, médicos e, até mesmo, sobreviventes do Holocausto se posicionaram contrários a nova política adotada pela nação. Pilotos, inclusive, já se pronunciaram, afirmando que não vão pilotar aviões com deportados.

Um grupo de acadêmicos especializados em direito internacional afirmou, na última sexta-feira, 2, que o plano de Israel viola leis internacionais de direitos humanos, a jurisdição internacional sobre o estatuto do refugiado e o princípio de não devolução, solicitando à procuradoria uma oposição a decisão.

Fontes:
DW - Israel inicia processo de deportação de africanos

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