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Internacional

Israel liberta centenas de detidos estrangeiros em pleno deserto

Os refugiados africanos sem documentos estavam no centro de detenção há mais de um ano

Israel liberta centenas de detidos estrangeiros em pleno deserto
O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu adotou uma política linha-dura com os refugiados sem documentos e em busca de asilo (Foto: Pixabay)

Nesta semana, Israel soltou centenas de refugiados africanos, sem documentos, que estavam no centro de detenção de estrangeiros em Holot há mais de um ano. Há duas semanas, o supremo tribunal do país decidiu reduzir o prazo máximo de detenção, que pela Lei dos Estrangeiros era de 20 meses, para 12 meses.

No entanto, segundo denúncias de organizações humanitárias israelenses, os estrangeiros que deixaram o centro de Holot, não contaram com nenhum serviço de transporte organizado e tiveram que andar até as raras paradas de ônibus, já que o centro está localizado em pleno deserto do Neguev, sul do país. A ONG Médicos pelos Direitos Humanos também criticou a proibição dos refugiados viajarem para as cidades de Tel Aviv e Eilat (na costa do Mar Vermelho). Afinal, estas são as regiões de Israel com o maior porcentual de refugiados, onde os estrangeiros contam com familiares, amigos e oportunidades de trabalho.

Para piorar, o prefeito da cidade de Arad, a mais próxima do centro de detenção de Holot, ordenou à polícia municipal que impedisse a entrada dos estrangeiros que foram libertados, segundo informou o jornal Haaretz.  “Vão acabar instalando-se nas cidades do sul, já que não foi organizado nenhum serviço de transporte para eles e não têm para onde ir. Em Arad já estão vivendo no momento centenas de pessoas em busca de asilo”, explicou o prefeito Nisan Bem Hamo em sua página no Facebook.

O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu adotou uma política linha-dura com os refugiados sem documentos e em busca de asilo, chamados de “infiltrados”. Os refugiados africanos vieram, em sua maioria do Sudão e da Eritreia. Eles fogem da guerra e da miséria. Os detidos que saíram do centro para estrangeiros de Holot deixam de receber atenção médica. Além disso, o governo já anunciou que milhares de estrangeiros sem documentos que se concentram nos distritos do sul de Tel-Aviv vão ser internados ali.

 

Fontes:
El País-Israel liberta em pleno deserto centenas de detidos ‘sem documentos’
Correio da Manhã-Israel liberta novo grupo de imigrantes ilegais africanos
rfi-Acatando Justiça, Israel liberta centenas de migrantes africanos

3 Opiniões

  1. Markut disse:

    O grande busílis na sugestão de roberto 1776 é justamente esse “desde que líderes tribais não se intrometessem”.
    Essa antiga cultura acabou sendo bruscamente afetada pela massiva colonização européia. e, agora, resultam as sequelas..

  2. ney disse:

    A culpa de tudo isso é dos bilionários mundias e bancos.

  3. Roberto1776 disse:

    Está na hora de os bilionários do mundo (os países nunca tem dinheiro) juntarem as suas capacidades financeiras para comprar terras, com direito a soberania estatal, de países dispostos a vender alguma área, e arranjar um local para tantos africanos espalhados pela Europa e Israel e até no Brasil (senegaleses) viverem suas vidas.
    Isto pouparia à Europa e a Israel a sua africanização. Já está claro que estes refugiados (ou migrantes) não são bem vindos lá.
    Quem sabe a África do Sul ou o Zimbabwe se interessariam?
    A administração deste “improvável” país voltaria às mãos de administradores profissionais (como antes da 2ª Guerra mundial) contratados pelos mecenas e em pouco tempo poderiam se desenvolver, desde que líderes tribais não se intrometessem.

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