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Israel pune países que condenaram assentamentos judaicos

Benjamin Netanyahu lança represálias contra 12 países que votaram a favor de resolução da ONU que condena assentamentos judaicos em território palestino

Israel pune países que condenaram assentamentos judaicos
‘Aqueles que estiverem contra nós serão derrotados’, disse Netanyahu (Foto: kremlin.ru)

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, lançou uma ofensiva de represálias contra os 12 países que votaram a favor da condenação dos assentamentos judaicos em territórios palestinos na última sexta-feira, 23, em uma sessão do Conselho de Segurança da ONU.

Netanyahu ordenou a seus ministros que se abstenham de viajar nas próximas quatro semanas para Rússia, França, Espanha, Reino Unido, China, Japão, Egito, Uruguai, Angola, Ucrânia, Senegal e Nova Zelândia. Netanyahu também proibiu seus ministros de se reunirem com representantes dos países listados e convocou os respectivos embaixadores para expressar um protesto formal.

O primeiro-ministro israelense enviou uma mensagem de alerta para os 12 países em questão na véspera de Natal, em uma cerimônia para acender a primeira vela do candelabro da festa do Chanucá, data que celebra o levante dos judeus no século II aC. “Aqueles que estiverem contra nós serão derrotados, porque pagarão um preço diplomático e econômico por suas ações contra Israel”, disse Netanyahu, invocando o espírito de Judas Macabeu.

A resolução 2334 declara ilegais os assentamentos judaicos em territórios palestinos por violarem as normas do direito internacional. Ela declara que as colônias judaicas não têm “validade legal”.

A condenação reflete o isolamento do governo Netanyahu. Ela foi aprovada com todos os votos a favor, exceto o dos EUA, que se absteve da votação e de exercer seu poder de veto. Embora não tenha caráter coercitivo, a resolução pode gerar problemas legais para Israel, caso a Palestina a invoque perante o Tribunal Penal Internacional.

Netanyahu declarou que a votação foi “tendenciosa e hostil” e disse não ter dúvidas que o governo de Barack Obama está por trás da resolução.

Fontes:
El País-Israel suspende temporariamente relações com países que aprovaram resolução da ONU

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4 Opiniões

  1. Henrique O. Motta disse:

    Sou filho de mãe judia, portanto, pela halakhá, se não estou equivocado, judeu sou. Tenho orgulho desta ascendência e do povo de Israel que soube enfrentar todas as dificuldades possíveis desde a criação do Estado de Israel, mas lamento profundamente a falta de sensibilidade de seus dirigentes em não buscar uma solução definitiva para o povo palestino que permita que também este tenha seu próprio país e sua própria identidade. Jerusalém deve ser uma cidade de todos os povos e religiões, não importando se no passado foi judia, católica ou árabe. A cidade é mística para todos os que acreditam em Deus e seus mandamentos. Nós judeus temos que acreditar na possibilidade de um futuro de convivência com os demais povos e os árabes tem que acreditar que Maomé jamais pregou o terrorismo ou o ódio. Deus, quer o chamem de Jeová ou Maomé é um só e não posso acreditar
    que seja um Deus de ódio ou que castiga, mas sim um Deus de amor e de perdão. Aliás, condeno nas religiões exatamente a necessidade de interpor um padre, rabino ou muslim entre o crente e seus Deus. Nunca precisei de intermediário para falar com este ser superior que criou todas as coisas e a nós mesmos (duvido muito que a sua imagem), portanto, é o povo de Israel que deve dizer a seus dirigentes o que pretendem para o futuro de seus filhos, se a paz ou a continuação desta guerra insana entre filhos do mesmo Pai (Abraão gerou os dois povos em Ismael com Agra e Isaque com Sara). Que 2017 seja de paz.

  2. Jorge Hidalgo disse:

    Concordo totalmente com a opinião acima – de Henrique O.Motta, muito bem colocada; porém, gostaria de acrescer que, como brasileiro, país que inclusive apoiou a criação do Estado de Israel, no que a diplomacia brasileira fez muito bem, Israel ainda é a única democracia do Oriente Médio e seus “inimigos” ou “vizinhos” são do balacobaco – bem brasileiro que sou, para não dizer pior, pois obtem “direitos” com terrorismo, assassinatos de civis em Israel, etc

  3. Rogerio Faria disse:

    Parece que “o povo eleito de deus” encontra problemas em estabelecer o seu “Lebensraum” (espaço vital), às custas do aniquilamento total do povo palestino.
    Uma cultura que se diz mais rica do oriente não passam de racistas, xenófobos e antropocentristas.

  4. Vanderlei Alves Pereira Júnior disse:

    É ingenuidade acreditar que os muçulmanos querem uma convivência pacífica,quando uma parte mais que significativa deles não aceita a mera existência de Israel. Vide a guerra de 6 dias. Israel conquistou a posse do território que os muçulmanos não quiseram dividir no passado, paciência…
    Sejam sensatos, olha a imensidão de países muçulmanos, geograficamente falando, e o tamanho de Israel. Existe muito espaço para acomodar (e bem) os islamitas no mundo muçulmano, só que eles não querem. Sou católico, não judeu, e olhando de fora, as pretensões dos muçulmanos não são razoáveis. Quanto às alegações de racismo, xenofobismo, etc., minha irmã é muçulmana conversa a uns 13 anos, e os islamitas não são aversos a recortes raciais, vejam as inúmeras declarações dos líderes dessa religião nos Media Watchs, por exemplo, falando que o Mahdi islâmico só virá depois que eles matarem, isso mesmo, matarem os judeos, ou seja, como viver em paz com pessoas com essa mentalidade, em resumo, é ingenuidade pensar assim. Paz de Cristo a todos.

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