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Migração de judeus

Israelenses tentam vida nova na Alemanha

Cidades multiculturais, como Berlim, vêm se tornando cada vez mais atraentes para jovens israelenses

Israelenses tentam vida nova na Alemanha
Israelenses com famílias da Europa Oriental formam filas nos consulados alemães, húngaros e poloneses (Reprodução/Internet)

Será Berlim a nova Jerusalém? Uma página no Facebook lançada este mês, escrita em hebraico, sobre maneiras de se mudar para uma cidade longe das bombas e dos preços bombásticos em Israel se tornou viral, atingindo 600 mil novos seguidores em uma semana. A página é chamada Olim Le-Berlin, “Vamos ascender a Berlim”, fazendo uso do mesmo verbo que judeus tradicionalmente usam para significar a imigração, ou “ascensão”, a Israel.

A esquerda nacionalista em Israel condena esses ascensores a Berlim como um insulto aos sobreviventes do Holocausto. “Vejo vocês na câmara de gás” é o comentário de um desses críticos visto no Facebook.

Dito isso, as cidades multiculturais do Ocidente vêm se tornando cada vez mais atraentes, principalmente para os jovens bacharéis, solteiros, não-religiosos e, cada vez mais, mulheres – do tipo que transformaram Tel Aviv em um lugar “cool”. Muitos israelenses deixaram o país temporariamente durante a guerra em Gaza no verão, quando as sirenes constantes esvaziaram as praias e forçaram as pessoas a ficarem em casa.

Há medo de antissemitismo, principalmente na Europa, que faz com que muitos israelenses desistam da ideia de se mudarem. Mas a aparente rejeição de Netanyahu a chegar a qualquer tipo de acordo com os palestinos, e as guerras frequentes, vem desgastando suas esperanças. Na sua página no Facebook, os ascensores exibem uma conta de supermercado na Alemanha, que teria custado três vezes mais em Israel.

Israelenses com famílias Ashkenkazi – da Europa Oriental – formam filas nos consulados alemães, húngaros e poloneses, num ato que costumava ser considerado vergonhoso de buscar cidadania europeia. Se o parlamento espanhol aprovar a proposta de ceder nacionalidade a – potencialmente milhões – de judeus Sefaraditas, descendentes de famílias expulsas em 1492, esses números só vão crescer.

 

Fontes:
The Economist-Next year in Berlin

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