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Após dois anos

Japão ainda sofre consequências do desastre de Fukushima

Forte terremoto seguido de maremoto que atingiu o país há dois anos deixou mais de 18 mil mortos e desaparecidos

Japão ainda sofre consequências do desastre de Fukushima
Na época, vários reatores da usina Fukushima entraram em colapso (Fonte: Reprodução/Reuters)

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Várias cerimônias estão sendo realizadas nesta segunda-feira, 11, no Japão, para marcar os dois anos do forte terremoto seguido de maremoto que atingiu o país, desencadeando o pior desastre nuclear da história desde Chernobyl, em 1986.

Leia também: Conheça os ‘50 de Fukushima’

As consequências do desastre, que deixou mais de 18 mil mortos e desaparecidos, ainda são sentidas no país. Cerca de 300 mil pessoas continuam morando em casas provisórias. A polícia e a Guarda Costeira do Japão retomaram as buscas pelos desaparecidos, que somam mais de 2.600 pessoas.

Em Tóquio, pelo menos 1.650 pessoas protocolaram nesta segunda uma ação judicial coletiva contra o governo japonês e a operadora da usina nuclear de Fukushima, fortemente abalada pelo terremoto seguido de maremoto, causando um grande desastre nuclear no país.

Trabalhos de limpeza

Milhares de pessoas participaram de um protesto neste domingo, 10, em Tóquio, contra o uso da energia nuclear. Embora apenas dois dos 50 reatores do Japão estejam funcionando após o acidente de Fukushima, o primeiro-ministro Shinzo Abe indicou que pretende reativar a maioria dos reatores.

A companhia de eletricidade do Japão, a Tepco, acredita que os trabalhos de limpeza nos reatores de Fukushima que entraram em colapso podem levar cerca de 40 anos. Dois anos após o desastre, os funcionários de Fukushima ainda precisam usar máscaras e roupas de proteção. A radioatividade ainda está muito presente nas áreas internas dos complexos afetados. Nestes locais só podem entrar robôs.

Fontes:
DW - Fukushima: dois anos depois da catástrofe
BBC Brasil - Japão marca dois anos do tsunami

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