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EX-PRESIDENTE DA NISSAN

Japão volta a prorrogar prisão de Ghosn

Antes prevista para terminar no dia 1º de janeiro, a prisão do executivo foi ampliada para o dia 11 de janeiro

Japão volta a prorrogar prisão de Ghosn
O franco-brasileiro Carlos Ghosn foi acusado de ocultar parte do salário (Foto: Wikimedia)

O Tribunal Distrital de Tóquio voltou a ampliar a prisão do ex-presidente da Nissan Motors Carlos Ghosn, de 64 anos. Anteriormente, a detenção havia sido estendida até o dia 1º de janeiro, mas, nesta segunda-feira, 31, foi ampliada para o dia 11.

O franco-brasileiro Carlos Ghosn foi acusado de ocultar parte do salário para burlar leis de instrumentos financeiros do país. A acusação aponta que o ex-presidente fraudou o pagamento de US$ 38 milhões até março de 2018. O empresário também é acusado de usar os ativos da empresa para cobrir gastos pessoais.

A nova ampliação da detenção de Ghosn tem como base um novo mandado de prisão expedido no último dia 21 de dezembro. O documento denuncia o executivo por violação agravada de confiança e falsificação de relatórios financeiros.

Para os promotores japoneses, Ghosn mantinha uma subsidiária da montadora, gastando cerca de US$ 15 milhões com a firma de um saudita. Este parceiro comercial do executivo o teria ajudado a obter uma garantia de créditos. Os advogados do franco-brasileiro negam as acusações, afirmando que Ghosn não causou danos à Nissan.

Ghosn está detido desde o dia 19 de novembro. Ele teria declarado menos do que realmente havia recebido. Em nota, a montadora havia informado que o ex-CEO “declarou durante anos renda inferior ao valor real”. Estima-se que 99% das acusações criminais no Japão terminam em condenação.

 

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Fontes:
Agência Brasil-Justiça do Japão aumenta detenção de Ghosn até 11 de janeiro

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