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Escravidão no Islã

Jihadistas se orgulham em vender mulheres como concubinas

Relatos da ONU e de grupos de defesa dos direitos humanos sugerem que jihadistas sequestraram até 2 mil mulheres e crianças no norte do Iraque

Jihadistas se orgulham em vender mulheres como concubinas
Mulheres yazidis são transformadas em concubinas ou vendidas como escravas pelos jihaidstas da IS (Reprodução/AP)

As instruções do livro sagrado são claras sobre o que fazer quando se conquista uma cidade: “Ponha à espada todos os homens nela”. Quanto a mulheres e crianças, “Essas vocês podem tomar para si.” E são esses os conselhos que os soldados do Estado Islâmico (Islamic State, ou IS) parecem estar seguindo no norte do Iraque, na área de Sinjar, povoada na maior parte por seguidores da fé Yazidi e dominada por jihadistas no mês passado. Relatos da ONU e de grupos independentes de defesa dos direitos humanos sugerem que os invasores mataram centenas de homens yazidis e sequestraram até 2 mil mulheres e crianças.

Os teólogos do IS estão, de certa forma, certos. Tecnicamente, a fé Yazidi, por ser sincrética, pode ser considerada pagã sob a lei islâmica, o que faz com que seus seguidores não tenham as mesmas proteções que cristãos e judeus, que são “povos do livro”. E é verdade, também, que as escrituras islâmicas, embora vagas em diversos aspectos, são bem específicas no que diz respeito à escravidão, incluindo questões como a legalidade de relações sexuais.

Ainda assim, o fato é que, assim como em outras religiões, a grande maioria dos muçulmanos hoje têm uma visão pragmática de interpretações hiperliterais. Clérigos muçulmanos citam versos do Alcorão que celebram a libertação de escravos como um ato de virtude, e descrevem o fim da escravidão no Islã como um sinal da sua adaptabilidade aos tempos modernos. Além disso, imaginem se cristãos e judeus ainda seguissem a Bíblia à risca — a fonte da passagem no início deste artigo. O verso (Deuterônimo 20:10-20) também dita que, ao capturar uma cidade de hititas, amorreus, cananeus, ferezeus, heveus e jebuseus os vitoriosos devem “destruí-los” e “não salvar nada que respire”.

 

Fontes:
Economist - To have and to hold

1 Opinião

  1. SONIA disse:

    Até quando, meu Deus, até quando isto vai durar? Se fosse uma declaração de guerra, num instante os tanques surgiriam… Se fossem mulheres e crianças americanas, amanhã de manhã – o mais tardar – a nação inteira estaria no encalço destes desprezíveis sequestradores. Mas, não. São mulheres e crianças iraquianas… quem se importa? Mas, são 2 mil mulheres… QUEM SE IMPORTA? Fico aqui pensando: deveria ter terroristas ao contrário. Seria uma elite de desproteção aos regimes opressores, principalmente ao descrito acima. Toda a vez que uma mulher ou uma criança fosse ameaçada, eles estariam lá. Se uma mulher fosse condenada a ser enforcada por “adultério”, como sempre acontece naquelas paragens, a elite estaria lá, desmantelando a barbárie contra seres inocentes. Os mais fracos teriam sua vez, finalmente. Saberiam que, acontecesse o que acontecesse, a justiça seria feita. Não tem tanto terrorista fanático por uma causa? Então, que se fanatize por uma causa, desta vez realmente justa.

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