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Jovens sabem pouco sobre a história da Alemanha Oriental

Uma pesquisa realizada com 5.200 alunos da antiga parte oriental de Berlim decepcionou os que consideravam a identidade nacional e a democracia como valores compartilhados diante do traumático passado alemão.

Os alunos das escolas alemães aprendem a rejeitar Adolf Hitler. Já a relação com a figura de Erich Honecker é diferente. Para a maioria dos adolescentes da antiga Alemanha Oriental, o líder comunista não foi um ditador.

Quanto à temida Stasi — a polícia secreta da Alemanha Oriental que prendeu e torturou dissidentes — estes jovens dizem ter sido apenas um serviço de inteligência.

Os jovens alemães da antiga Alemanha Ocidental sabem mais sobre a história da Alemanha comunista do que os próprios alunos da antiga parte oriental.

Fontes:
Economist - East Germany's past: The history boys

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3 Opiniões

  1. João Demetrio disse:

    Isto é um fenômeno mundial.Faça uma pesquisa deste mesmo nível aqui no Brasil e pergunte quem foi Vargas, Plínio Salgado, Prestes;o que significa: DIP, DOPS, DOI-Codi e teremos a constatação de uma grande falta de cultura da recente História do Brasil. Estimulemos a leitura (e consequentemente uma boa educação) e teremos pessoas cultas, talvez do mesmo nível daquelas da Alemanha ocidental (se é que depois da unificação dos dois países ainda podemos falar dessa dicotomia)

  2. Evandro Correia disse:

    O João Demetrio (que aliás merecia ter ganho o prêmio de melhor carta da sexta-feira passada) tem toda razão. Nunca aprendemos, por exemplo, a verdade sobre a Guerra do Paraguai, em que o "herói nacional" Duque de Caxias dizimou a população paraguaia.

    A Alemanha Oriental foi uma ditadura horrorosa, essa Stasi foi uma polícia nojenta e Erich Honecker um algoz terrível.

  3. João Demetrio disse:

    A opinião de Evandro Correia faz-me lembrar uma frase atribuída ao ex-primeiro ministro Churchil (posso estar enganado!):"A História é escrita pelos vencedores".Todos os que estão como "vencedores" (os comunistas na Alemanha pós guerra, Vargas no período ditatorial, os militares no Brasil) "escrevem" a História de acordo com as suas conveniências. Na minha opinião, o Estado nunca deve abandonar o binômio saúde-educação. Vejo o caos que hoje vivemos nestes dois itens por culpa da ausência de uma política séria no país.Falta uma atuação séria para colocar o ensino fundamental e o ensino médio nos mesmos níveis do ensino superior ( por que será que o vestibular para as universidades públicas é o mais disputado em todos os estados do Brasil?- USP, UFRJ, Colégio de Aplicação da UFRJ, CEFET e outras instituições do país). O Instituto do Coração/SP é referência mundial em saúde. Por que os demais hospitais da rede pública não recebem o mesmo tratamento de verbas e administração? Continuo achando que a teoria do Estado Mínimo só atende àqueles que querem lucros fáceis e rápidos. O papel do Estado é muito maior do que este que temos neste modelo neoliberal. Agradeço o apoio do Evandro Correia e da equipe de Opinião e Notícia, que está sempre abrindo espaços para debates de temas interessantes.

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