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Juiz exige que Argentina continue a negociar com credores

Thomas Geiesa criricou as declarações argentinas sobre o calote e disse que país deve continuar a negociar com fundos especulativos

Juiz exige que Argentina continue a negociar com credores
Thomas Griesa criticou as 'meias verdades' que vêm sendo ditas pelo governo argentino (Reprodução/Internet)

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Em uma audiência realizada nesta sexta-feira, 1, em Nova York o juiz americano Thomas Griesa criticou as “meias verdades” que, segundo ele, vêm sendo ditas pelo governo argentino em relação ao calote do país. O juiz exigiu que o país siga negociando com os credores, por meio do mediador, independentemente “se houve calote ou não”.

Após a declaração do mediador Daniel Pollack, de que a Argentina estava à beira de dar um calote na noite da última quarta-feira, o governo argentino pediu que o mediador deixasse as negociações, mas Griesa não aceitou.

“Nada do que aconteceu nesta semana tirou a necessidade de trabalhar para um acordo com a mediação do Sr. Pollack. Se houve calote ou não, é importante que as obrigações continuam e a Argentina tem que lidar com elas”, disse Griesa.

Segundo o juiz, o governo argentino tinha duas obrigações: pagar uma nova parcela aos credores de sua dívida renegociada, em prazo que venceu na última quarta-feira, 30, e, simultaneamente, pagar US$ 1,3 bilhão aos fundos especulativos que não aceitaram a reestruturação da dívida. A exigência do pagamento vinculado foi decidido pelo juiz no início deste ano e confirmado pela Suprema Corte em junho.

“Meia verdade não é o mesmo que verdade. E a Argentina vem falando só meias verdades. A Argentina emitiu declarações altamente enganosas e é preciso que isso pare”, disse Griesa, em referência às recentes declarações do ministro da Economia argentino, Axel Kicillof, de que a Argentina pagou seus credores.

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