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DISCURSO DE ÓDIO

Ku Klux Klan tenta se reinventar com discurso anti-imigração

Novos grupos que usam o nome do KKK estão se voltando contra os imigrantes

Ku Klux Klan tenta se reinventar com discurso anti-imigração
Atualmente, há vários grupos relacionados com o antigo KKK (Foto: Wikimedia)

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Conhecidos pela sua toga branca em encontros onde queimam cruzes, o grupo racista americano Ku Klux Klan parece renascer depois de 150 anos de sua fundação. O movimento, que nasceu no sul dos Estados Unidos, aterrorizou a comunidade negra, principalmente na década de 1960. O grupo, que defende a supremacia branca, perseguia e matava os negros, enquanto pregava um discurso de ódio e violência.

Leia mais: Onda de imigração faz crescer número de membros da Ku Klux Klan

Agora, 150 anos depois de sua fundação, o grupo parece renascer num momento complicado da política. Aparentemente, o KKK está se remodelando com um discurso contra os imigrantes. O candidato republicano à presidência Donal Trump tem amplo apoio entre neonazistas, nacionalistas brancos e outros membros da extrema-direita que são contra a imigração. Estes grupos foram atraídos pela postura linha-dura de Trump frente a imigrantes mexicanos que cruzam a fronteira ilegalmente.

Atualmente, há vários grupos relacionados com o antigo KKK, mas eles não mais formam um único grupo. Seus líderes nem sempre se dão bem, mas eles usam o nome, o discurso e até mesmo os símbolos do KKK. Em sites dos novos grupos, é possível se afiliar, participar de eventos e até comprar as togas características. Alguns líderes, entretanto, se dizem contra a violência a não ser em caso de defesa pessoal, talvez por conta das prisões dos integrantes do antigo movimento.

Não se sabe ao certo quantas pessoas são afiliadas a estes novos grupos, já que eles se recusam a dar esta informação. Mas os pré-requisitos são apenas dois: ser branco e cristão.

Alguns líderes dizem que a popularidade de Trump mostra que as coisas estão indo como eles querem. “Nós começamos 40 anos atrás dizendo que precisávamos construir um muro”, disse Thomas Robb, líder do Klan de Arkansas.

Em fevereiro, Trump se negou por quatro vezes a rejeitar na TV o apoio de David Duke, ex-líder do KKK ou a rechaçar o respaldo de supremacistas brancos. Ele disse não conhecer Duke e não saber o que o jornalista queria dizer com supremacistas brancos.

O reaparecimento de grupos que não se incomodam em associar sua imagem com um movimento como o KKK é, no mínimo, preocupante.

Fontes:
The New York Times-Ku Klux Klan Dreams of Rising Again 150 Years After Founding
Slate-What Is the Contemporary KKK?
El País-Donald Trump se recusa a rejeitar apoio da Ku Klux Klan

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