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PENTÁGONO

Lei que permitirá transgêneros nas Forças Armadas dos EUA está estagnada

Anunciada há oito meses, as novas regras que vão permitir que trangêneros sirvam em postos militares ainda não foi implementada

Lei que permitirá transgêneros nas Forças Armadas dos EUA está estagnada
Enquanto lei não entra em vigor, carreiras seguem estagnadas (Foto: Flickr/Dvidshub)

Em julho do ano passado, o secretário de Defesa americano, Ashton Carter, anunciou que o Pentágono iria autorizar pessoas transgêneras a prestar serviços militares. No anúncio, Carter chamou o regulamento atual do órgão de “ultrapassado”, disse que ele impedia o recrutamento e se comprometeu a fazer a mudança dentro de seis meses.

Oito meses depois, a nova política ainda não foi adotada. Carter precisará completar o processo de elaboração em semanas para cumprir sua promessa antes de deixar o cargo.

Recentemente, um estudo feito pela consultora RAND Corporation, a pedido do Departamento de Defesa dos EUA, revelou que retirar a proibição imposta pelas regras atuais do Pentágono teria um fraco impacto nas Forças Armadas do país. Segundo o estudo, entre 29 e 129 membros requisitariam serviços de mudança de sexo anualmente, uma média baixa para o total de membros das Forças Armadas. O mesmo estudo mostrou que tais mudanças não interfeririam na coesão das tropas nem seriam uma carga pesada para o orçamento do setor de Defesa.

Atualmente, membros das Forças Armadas que são abertamente transgêneros não são mais dispensados, mas suas carreiras acabam sendo colocadas em compasso de espera. Sem poder atuar, eles ficam à espera de uma resolução sobre o tema. É o caso de Ali Marberry, que se formou no ano passado na Escola Naval e deveria começar a treinar para piloto de caça este ano.

No ano passado, logo após o anúncio de Carter, ela se assumiu como transgênera e acabou desqualificada para a Escola de Aviação. Ela poderá se candidatar outra vez após a nova regulamentação entrar em vigor. Enquanto isso, presta serviço administrativo e é obrigada a usar uniforme e banheiro masculino.

 

Fontes:
The New York Times-The Military’s Transgender Policy, Stalled

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2 Opiniões

  1. Roberto1776 disse:

    Primeiramente, é necessário verificar se existem verbas disponíveis para aumentar em 100% o número de instalações do tipo banheiros e similares, pois haverá transgêneros femininos (sic) de origem masculina, com pênis, que não serão aceitos em instalações femininas. Depois haverá transgêneros masculinos (sic) de origem feminina, com vagina, que não serão aceitos em banheiros masculinos. Haja grana. Só a confecção de plaquinhas indicativas já será uma belíssima despesa para fazer qualquer empreiteiro babar. Talvez a solução seja banheiros para quem tem pênis de um lado e para quem tem vagina do outro, sem entrar no mérito de como o indivíduo se sente.

  2. Ludwig Von Drake disse:

    Interessante colocar a matéria ao lado da que fala sobre mosquitos transgênicos. Transmite a mensagem subliminar que transgêneros são insetos.

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