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Terrorismo virtual

Liberdade de expressão na internet até para o Estado Islâmico?

Militantes do grupo terrorista usam as redes sociais para divulgar ações e recrutar membros, desafiando o conceito da liberdade de expressão na internet

Liberdade de expressão na internet até para o Estado Islâmico?
Depois do ataque terrorista em um resort da Tunísia, que matou 38 turistas, em junho, o Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade do ataque em uma das empresas líderes de mídia social (Foto: Wikimedia)

De acordo com analistas de contraterrorismo, os militantes do Estado Islâmico dependem das mídias sociais para recrutar novos membros, divulgar sua propaganda e pedir ataques. A inteligência do grupo, no que se refere às mídias sociais, está levantando questões difíceis para muitas empresas americanas sobre como preservar plataformas globais que oferecem fóruns de expressão, evitando que grupos como o Estado Islâmico explorem esses recursos para promover a sua campanha terrorista.

No início deste mês, o Comitê de Inteligência do Senado americano aprovou um projeto de lei que exigiria que as empresas de mídia social alertassem as autoridades federais quando tivessem conhecimento de conteúdos relacionados ao terrorismo em seus sites.

Nos Estados Unidos, a regulamentação governamental da livre expressão, independentemente de quão ofensiva ou odiosa, é geralmente considerada inconstitucional pela Primeira Emenda. Até agora, as empresas de mídias socias — cada uma com sua própria cultura, missão e filosofia — têm decido como e quando bloquear ou remover conteúdo relacionado ao terrorismo.

Na Europa, alguns governos estão exigindo que essas empresas bloqueiem ou removam mensagens relacionadas com o terrorismo.

O uso das redes sociais

Depois do ataque terrorista em um resort na Tunísia, que matou 38 turistas, em junho, o Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade do ataque em uma das empresas líderes de mídia social. “Foi um ataque doloroso e uma mensagem manchada de sangue”, disse o Estado Islâmico pelo Twitter após o massacre em Sousse, um destino popular para os europeus no Mediterrâneo.

Três dias antes do ataque, o Estado Islâmico confiou em outra plataforma de mídia social popular dos EUA, o YouTube, do Google, para promover um vídeo de propaganda de três assassinatos.

 

 

Fontes:
The Washington Post-Why the Islamic State leaves tech companies torn between free speech and security

2 Opiniões

  1. Ludwig Von Drake disse:

    O maior problema da democracia liberal é levar a liberdade às suas últimas consequências, que é respeitar a liberdade até de quem luta contra ela.

  2. olbe disse:

    A única resposta que o mundo poderia dar agora, com a maior urgência, seria bloquear estes terroristas na redes sociais . Eles querem acabar com a cultura Ocidental, destroem preciosidades sem a menor culpa, matam inocentes pelo simples motivo de que não tem a mesma religião, até mesquitas são destruídas com bombas suicidas…e colocam tudo na internet
    que é maior símbolo do modernismo Ocidental..e que foi criado por judeus..O mundo inteiro agradeceria se eles fossem bloqueados nas redes sociais.

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