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ONDA DE PROTESTOS

Líder de Hong Kong chama manifestantes de ‘agitadores’

Uso do termo pode render pena de até dez anos de prisão aos manifestantes por crime de ‘motim’. Hong Kong passa por maior crise política em 20 anos

Líder de Hong Kong chama manifestantes de ‘agitadores’
No último domingo, 14, manifestantes e policiais voltaram a entrar em confronto (Foto: Fight4HongKong/Twitter)

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A intensa crise política na qual Hong Kong está mergulhada parece longe de chegar ao fim. Após mais um final de semana de protestos e confrontos entre polícia e manifestantes, a líder do governo da região, Carrie Lam, chamou os manifestantes de “agitadores”, o que pode render uma pena de dez anos de prisão aos detidos nos protestos.

No último domingo, 14, manifestantes e policiais voltaram a entrar em confronto durante um protesto. Pelo menos 28 pessoas ficaram feridas, inclusive mais de dez policiais, e mais de 40 pessoas foram presas. Os ativistas vão responder a acusações de agressão a policiais e reunião ilegal.

Os confrontos levaram Lam a categorizar os manifestantes como “agitadores”. A afirmação da líder do governo pode elevar ainda mais a tensão nos próximos dias, quando mais protestos são esperados. O termo “agitadores” é usado como associação para “tumulto” ou “motim”, que é crime na região e pode render uma pena de até dez anos de detenção.

Segundo o chefe de segurança, John Lee, o governo está preocupado com a escalada de violência nas manifestações – no início de julho, os manifestantes chegaram a invadir a sede do Legislativo de Hong Kong.

“Descobrimos que as pessoas que atacaram a polícia são muito organizadas. Elas são bem planejadas e existem planos de causar danos e perturbar a estabilidade social deliberadamente”, destacou Lee, que esteve com Lam no hospital para visitar os policiais feridos.

Essa é a maior crise política na qual Hong Kong está inserida desde 1997, quando deixou de ser uma colônia britânica e voltou a responder ao governo chinês. Hong Kong é uma região autônoma da China, tendo um controle maior de suas atividades, com um Judiciário independente, mas ainda ligada ao país.

Os protestos pedem a renúncia de Carrie Lam e foram intensificados desde que o governo local aprovou um polêmico projeto de lei que autorizava extradições para a China. O projeto foi abandonado de vez pelo governo no último dia 9, mas a medida não cessou os protestos contra o avanço da China na região.

Fontes:
Reuters-Líder de Hong Kong diz que manifestantes de protestos recentes são "agitadores"
DW-Policiais e manifestantes voltam a se enfrentar em Hong Kong
O Globo-Líder de Hong Kong diz que manifestantes presos domingo poderão responder por 'motim'

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