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CERIMÔNIA EM PARIS

Líderes globais lembram o fim da Primeira Guerra Mundial

Em cerimônia em Paris, o presidente francês, Emmanuel Macron, alertou para ‘demônios antigos’ e ‘novas ideologias’, que ameaçam a paz

Líderes globais lembram o fim da Primeira Guerra Mundial
Discurso de Macron tinha como alvo o nacionalismo exaltado por Trump (Foto: Twitter/DN)

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Líderes de cerca de 70 países se reuniram na manhã deste domingo, 11, no Arco do Triunfo, em Paris, para uma cerimônia em homenagem ao centenário do armistício da Primeira Guerra Mundial.

Às 11h (horário local), os líderes marcharam a pé, debaixo de chuva, na avenida Champs Élysées até o Arco do Triunfo, onde está o Túmulo do Soldado Desconhecido, símbolo do sacrifício dos milhões que morreram na guerra.

Segundo noticiou o jornal New York Times, ao chegar ao local, o presidente francês, Emmanuel Macron, fez um discurso, aproveitando a ocasião para alertar para “demônios antigos” e “novas ideologias” que ameaçam a paz no mundo.

“Os demônios antigos estão surgindo novamente, pronto a completar suas tarefas de caos e de morte. […] Patriotismo é o oposto exato do nacionalismo. Nacionalismo é uma traição do patriotismo. Ao dizer ‘nossos interesses primeiro, não importa o que aconteça aos outros’, você apaga a coisa mais preciosa que uma nação pode ter, que a faz viva, que a faz ser grande e aquilo que é mais importante: seus valores morais. […] A história, às vezes, ameaça retornar ao seu trágico curso e comprometer a herança da paz que pensávamos ter sido selada com o sangue de nossos ancestrais. […] Vamos, mais uma vez, fazer este juramento de nações, para colocar a paz acima de tudo, porque sabemos o seu preço, sabemos o seu peso, sabemos o que ela demanda”, disse Macron.

O discurso de Macron tinha claramente como alvo o presidente americano Donald Trump, que já exaltou o nacionalismo em inúmeras ocasiões, bem como sua política anti-globalização do “America First” (“Os EUA em primeiro lugar”, em tradução livre). Trump ouviu o discurso de Macron com expressão impassível.

O presidente americano não participou da marcha até o Arco do Triunfo, chegando ao local separadamente dos outros líderes, em seu próprio comboio. O mesmo fez o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

“A guerra para acabar com todas as guerras”, como foi chamada a Primeira Guerra Mundial, tirou a vida de cerca de 9 milhões de soldados, deixou outros 21 milhões feridos e causou, indiretamente, a morte de 10 milhões de civis. Ela também iniciou uma nova era global, marcada pela liderança americana e seu empenho para unir as nações do mundo de forma independente – uma ordem global que levou os EUA ao posto de principal potência do mundo, mas que hoje é rejeitada pelo atual presidente do país.

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