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Oriente Médio

Líderes israelenses propõem medidas mais duras contra o ‘terrorismo judeu’

Proposta acontece na sequência de uma onda de violência extremista, que matou crianças israelenses e palestinas em ataques com faca e ataques incendiários

Líderes israelenses propõem medidas mais duras contra o ‘terrorismo judeu’
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que o governo terá 'tolerância zero' com os extremistas judeus (Foto: Haim Zach/GPO)

Os líderes israelenses propuseram medidas mais duras no último domingo, 2, para conter “o terrorismo judeu”, na sequência de uma onda de violência extremista, que matou crianças israelenses e palestinas em ataques com faca e ataques incendiários.

Um adolescente israelense não resistiu aos ferimentos após ser esfaqueado por um extremista judeu em uma parada do orgulho gay na semana passada. Horas antes, milhares de israelenses fizeram manifestações antiviolência em todo o país protestando contra ataques israelenses contra gays e palestinos.

Os israelenses estão chocados com a violência dos últimos dias, que incluiu colonos judeus em choque com as forças do governo em um assentamento na Cisjordânia, o ataque com faca na parada do orgulho gay em Jerusalém e um ataque incendiário letal em uma aldeia palestina que resultou em uma criança sendo queimada até a morte.

No domingo, 2, o ministro da Defesa, Moshe Yaalon, disse que as autoridades israelenses deveriam permitir o emprego das mesmas medidas que o Estado usa contra os suspeitos palestinos na Cisjordânia ocupada para conter os suspeitos israelenses de terrorismo, autorizando a “detenção administrativa” contra os suspeitos, que lhes permitiria manter os detentos durante meses e às vezes anos na prisão sem apresentar acusações formais.

Depois de falar contra ataques de extremistas judeus, dizendo que sentia vergonha que a violência tinha vindo “do meu próprio povo”, o presidente israelense, Reuven Rivlin, recebeu uma enxurrada de ameaças em mídias sociais, levando sua equipe de segurança a apresentar uma queixa junto da polícia israelense por causa dos temores de que a vida do líder estava em perigo. Rivlin foi chamado de “traidor” e “terrorista” em mensagens escritas em hebraico no Facebook e foi retratado vestindo um keffiyeh, o lenço tradicional palestino.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que o governo terá “tolerância zero” com os extremistas judeus, prometendo que Israel tem o compromisso de combater “o ódio, o fanatismo e o terrorismo vindo de qualquer lado”. Netanyahu, em seguida, partiu para a ofensiva, aplaudindo os líderes israelenses que condenaram extremistas judeus, mas perguntando por que os líderes palestinos elogiam atos de terror em seu lado.

Autoridades palestinas se contrapuseram e disseram que é Netanyahu e seu governo que estão incitando essa violência. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que ordenou suas forças de segurança na Cisjordânia a combater protestos violentos contra Israel no fim de semana, disse que Netanyahu quer ver um surto de violência na Cisjordânia.

Fontes:
The Washington Post-Israeli leaders propose harsh new measures to fight ‘Jewish terrorism’

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