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POLÍTICA GLOBAL

Líderes nacionalistas celebram a vitória de Donald Trump

Enquanto aliados dos EUA estão perplexos, líderes nacionalistas e da extrema direita global veem na vitória de Donald Trump uma guinada na política mundial

Líderes nacionalistas celebram a vitória de Donald Trump
Marine Le Pen e Vladimir Putin celebraram o resultado das eleições americanas (Foto: Twitter/Mirror)

A vitória de Donald Trump sobre Hillary Clinton nas eleições presidenciais americanas gerou perplexidade entre os principais aliados dos EUA. Da França à Coreia do Sul houve consternação pelo fato de estar prestes a comandar a Casa Branca um político que por vezes seguidas desafiou fundamentos básicos da ordem mundial estabelecidos após a Segunda Guerra.

Entre suas declarações, Trump já disse que pretende rever os acordos com os aliados da Otan, desmantelar o acordo nuclear com o Irã, tornar a endurecer a relação entre Cuba e os EUA e cancelar o acordo climático firmado em Paris por 190 países, em dezembro de 2015, que tem como objetivo mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Isso porque, para Trump, o aquecimento global é uma farsa.

“Temos de reconhecer que a política dos EUA, no futuro, será menos previsível para nós. […] Temos de estar cientes de que os EUA estarão muito mais inclinados a tomar decisões sozinhos”, disse o ministro das Relações Exteriores alemão Frank-Walter Steinmeier. Ele pediu por uma reunião extraordinária com outros ministros das Relações Exteriores europeus no próximo domingo, 13, em Luxemburgo.

Na França, o presidente François Hollande disse que a eleição de Trump abre um “período de incerteza”. Já o embaixador francês para os EUA, Gérard Araud, foi ainda mais longe, afirmando que o Brexit e a vitória de Trump representam “o mundo se desintegrando diante dos nossos olhos”.

Em contraponto, a vitória de Trump foi um deleite para líderes populistas de extrema direita e nacionalistas. Para o presidente da Rússia, Vladimir Putin, a eleição de Trump foi um presente do Ocidente. Em Moscou, a sensação é de que o feito pode descongelar as relações entre EUA e Rússia, que este ano chegaram ao clima mais gélido desde a Guerra Fria. Em ocasiões anteriores, Trump declarou que visa remover as sanções contra a Rússia aplicadas por Obama, trabalhar ao lado do Kremlin em ações tomadas na Síria e reconhecer a anexação da Crimeia.

“A Rússia está pronta e deseja restaurar plenamente as relações com os EUA. Não será fácil, mas estamos preparados para fazer a nossa parte. […] Isso serviria aos interesses das populações russa e americana, além de ter um impacto positivo nas relações internacionais em geral”, disse Putin, em coleiva no Kremlin após saber da vitória de Trump.

Outro líder que celebrou a eleição do republicano foi Viktor Orban, o primeiro-ministro nacionalista da Hungria e o único membro da União Europeia a declarar apoio a Trump antes do pleito da última terça-feira, 8. Em sua página no Facebook, ele descreveu a vitória de Trump como “uma ótima notícia” e disse que a “democracia continua viva”.

A vitória de Trump também renovou as esperanças da extrema direita francesa. Marine Le Pen, parlamentar do partido Frente Nacional que concorrerá às eleições francesas de 2018, parabenizou o republicano e as “pessoas livres dos EUA” pela vitória, enquanto seu pai, Jean-Marie Le Pen, fundador da legenda, chamou Trump de “presidente do povo” em sua conta no Twitter e declarou “Hoje os Estados Unidos, amanhã a França”, em referência à possível guinada da França para extrema direita nacionalista nas eleições de 2018.

Outro partido que comemorou a vitória de Trump foi o Alternativa para a Alemanha (AfD), da extrema direita alemã. “Tempo de mudanças! Também na Alemanha” postou a página do partido no Facebook. As eleições alemãs estão previstas para o ano que vem.

Fontes:
Financial Times-World reacts to Trump’s win: allies dismayed, populists delighted

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1 Opinião

  1. LUIZ disse:

    GÉRARD ARAUD ESTÁ DIZENDO QUE “O MUNDO SE DESINTEGRANDO DIANTE DE NOSSOS OLHOS”, SERÁ QUE ELE É CEGO? LÓGICO, ELE NÃO VE QUE A FRANÇA ESTÁ SE DESINTEGRANDO NA MÃO DOS MUÇULMANOS, NÃO VÊ QUEM NÃO QUER, E UM GOVERNO SOCIALISTA DE M… É NISTO QUE DÁ. OS ÁRABES ESTÃO TOMANDO CONTA DA FRANÇA, O GOVERNO ESTÁ MORRENDO DE MEDO DESTES FANÁTICOS.
    VIVA TRUMP, VIVA A EXTREMA DIREITA.

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