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Linhas aéreas árabes satirizam proibição dos EUA a eletrônicos em voos

Proibição de aparelhos eletrônicos em voos de países árabes para os Estados Unidos e Reino Unido é usada como marketing pelas emrpesas

Linhas aéreas árabes satirizam proibição dos EUA a eletrônicos em voos
Companhias árabes usaram proibição para destacar seus serviços de bordo (Foto: Wikimedia)

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Companhias aéreas de países árabes estão usando a proibição do porte de aparelhos eletrônicos maiores que um celular em voos para os Estados Unidos ou para o Reino Unido como propaganda na internet.

Na última terça-feira, 21, o governo do presidente Donald Trump aprovou a decisão, que impede que passageiros provenientes de dez aeroportos em oito países de maioria árabe portem aparelhos como câmeras, tablets, laptops, entre outros aparelhos, em voos para os Estados Unidos, com um prazo de 96 horas para que as companhias aéreas adotassem a proibição. O Reino Unido anunciou uma decisão semelhante poucas horas depois.

Embora a decisão dos governos americano e britânico afete diretamente nove companhias aéreas, a proibição foi satirizada pelas empresas e se transformou em marketing dos serviços oferecidos por elas em seus voos internacionais.

A companhia Emirates Airline, por exemplo, publicou um vídeo em seu Twitter com o slogan “Vamos entretê-lo”. Nele, a companhia destaca seu serviço de televisão a bordo e faz o questionamento: “Afinal, quem precisa de tablets e laptops?”

Já a companhia estatal Royal Jordanian fez um poema satirizando uma série de restrições impostas por Donald Trump ao mundo árabe e uma lista de “12 coisas para fazer durante um voo de 12 horas sem um laptop ou um tablet”, incluindo ações inusitadas, como “analisar o sentido da vida”.

Os anúncios geraram milhares de cliques e reações na internet condenando a proibição aos eletrônicos. Muitos usuários do Twitter parabenizaram as propagandas e afirmaram que a proibição é desnecessária.

Não é a primeira vez que companhias do mundo árabe fazem um markenting não convencional condenando a agenda de Donald Trump. A própria Royal Jordanian usou o discurso extremista durante as eleições presidenciais para promover a marca.

Estima-se que a medida do governo americano afete diretamente 50 voos internacionais por dia para os Estados Unidos. Autoridades do país justificam a ação como uma medida antiterrorismo.

Fontes:
Al Jazeera-The Arab airlines using Trump's bans for marketing

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