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Livro analisa ameaça dos grupos extremistas muçulmanos ao Ocidente

'The New Threat from Islamic Militancy' faz uma abordagem analítica interessante sobre a ameaça real destes grupos

Livro analisa ameaça dos grupos extremistas muçulmanos ao Ocidente
Em seu último livro, Burke dividiu os perigos em três fontes principais, e os leitores poderão se sentir mais tranquilos com a leitura de cada um deles; desde que não estejam no Oriente Médio ou em algumas regiões da África (Foto: Pixabay)

O Estado Islâmico (Isis) representa a maior ameaça terrorista desde os atentados de 11 de setembro de 2001, pelo menos na opinião da ministra de Administração Interna do Reino Unido, Theresa May, ao justificar em novembro de 2014 as novas medidas antiterroristas do governo. Barack Obama, com a intenção de aumentar o poder dos Estados Unidos para combater esse grupo extremista, disse três meses depois que o Isis é uma ameaça ao território americano. Com a captura de Ramadi no Iraque e Palmyra na Síria em maio, o Isis demonstrou a força de sua violência. Mas qual é, na verdade, a extensão da ameaça do “califado” do Estado Islâmico ao Ocidente?

Segundo Jason Burke, talvez não tão grande como na opinião dos políticos. Em seu último livro, The New Threat from Islamic Militancy, Burke dividiu os perigos em três fontes principais, e os leitores poderão se sentir mais tranquilos com a leitura de cada um deles; desde que não estejam no Oriente Médio ou em algumas regiões da África.

Os dois principais grupos organizados, Al Qaeda e Isis, constituem a primeira categoria de ameaça. Grande parte do livro consiste em um relato detalhado e conhecido da história e do progresso das duas organizações terroristas. O poder da Al Qaeda, observou o autor com razão, enfraqueceu-se com os ataques de aviões-robô, o assassinato de seus líderes e a coleta eficiente de informações dos serviços de inteligência. Os atentados de 11 de setembro marcaram o auge de seu poder, não o início de uma série de vitórias.

O mesmo aconteceu com o Isis, que se separou da Al Qaeda em parte porque acreditava que atacar o “inimigo distante” (o Ocidente), em vez do “inimigo próximo” (os governos que controlam em substituição ao antigo califado otomano), era uma ação contraproducente. O Isis, disse Burke, tem demonstrado pouco interesse em realizar ou inspirar atos de terror no Ocidente (embora essa atitude possa mudar). Mas o Isis e, em uma extensão menor a Al Qaeda, representa uma ameaça cada vez mais grave aos países do Oriente Médio e de algumas regiões da África.

A terceira categoria de ameaça que o livro descreve tem mais interesse para os políticos do Ocidente. Os jihadis sem líder, terroristas que lutam contra os infiéis e os inimigos do Islã, como os assassinos do soldado Lee Rigby em Londres em 2013, ou os irmãos que cometeram o atentado terrorista ao jornal Charlie Hebdo este ano, constituem um perigo para o Ocidente. Burke chama esse grupo informal de descontentes perigosos de “O Movimento”, uma denominação que exagera sua coesão.

 

Fontes:
The Economist-Hydra-headed

1 Opinião

  1. Vitafer disse:

    O impressionante é que todos agem em nome de Deus…

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