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Livro contesta a má fama da carne de porco

O historiador Mark Essig fez uma pesquisa minuciosa da relação do homem com os porcos

Livro contesta a má fama da carne de porco
Os porcos foram extremamente úteis no desenvolvimento do ser humano (Reprodução/Internet)

“Se tiver a intenção de matar o animal, é no mínimo educado aproveitar todas as partes”, disse Fergus Henderson do restaurante St. John, que faz sucesso com pratos de carne de porco em Londres. Mark Essig, um historiador que mora na região de criação de porcos da Carolina do Norte, concordaria com sua opinião. Em Lesser Beasts: A Snout-to-Tail History of the Humble Pig, Essig conclui o pensamento com a descrição do “dilema atual da carne de porco”: grandes empresas agrícolas vendem uma quantidade de bacon para consumidores por uma ninharia, enquanto os pequenos fazendeiros oferecem pequenas quantidades de carne de porco de excelente qualidade em mercados orgânicos por um preço quatro vezes maior. Esses fazendeiros lucram com a venda de cada polegada de seus animais para chefs e gourmets, que gostam de novidades e pratos exóticos.

O livro abrangente e com uma pesquisa minuciosa de Essig destaca que esta é apenas a última fase da relação instável do homem com porcos. Esses animais com a cauda enrolada foram extremamente úteis no desenvolvimento do ser humano e estiveram presentes desde os mais antigos povoados até as metrópoles atuais. Em razão da capacidade dos suínos de transformar quase todos os resíduos em proteína graças “a um intestino simples e dentes polivalentes”, ou seja, são capazes de comer praticamente qualquer coisa, o porco foi o animal perfeito para ajudar no rápido crescimento demográfico e na colonização no antigo Oriente Próximo, na Inglaterra anglo-saxã e nos Estados Unidos.

Mas o apetite indiscriminado do porco também tem sido seu pior inimigo. A ideia de comer um animal alimentado com resíduos chocou os antigos egípcios, os judeus e os nova-iorquinos no século XIX. Após a Peste Negra os camponeses começaram a comer porcos, enquanto os nobres esnobes comiam aves e carnes. Por sua vez, os romanos mimavam os porcos e os deixavam comer nozes e grãos nas florestas e em troca comiam uma carne deliciosa.

Fontes:
Economist-Nose-to-tail eating

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