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CRISE MIGRATÓRIA

Maduro convida venezuelanos a voltarem para o país

Presidente diz a imigrantes venezuelanos que parem de ‘lavar privada no exterior’ e retornem à nação, onde serão recebidos 'de braços abertos'

Maduro convida venezuelanos a voltarem para o país
Na última segunda, 89 venezuelanos deixaram o Peru e retornaram a Venezuela (Foto: Rosy Herrera/Prensa Presidencial)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, convocou os venezuelanos que vivem no exterior a retornarem ao país na última terça-feira, 28. O chefe de Estado pediu para que os venezuelanos parem de “lavar privada no exterior” e retornem à nação.

As declarações foram feitas durante um encontro com empresários nacionais e internacionais do ramo do Petróleo, com quem o governo venezuelano firmou acordos de cooperação conjunta para gerar novos mecanismos de financiamento no país.

As afirmações de Maduro foram inspiradas por 89 venezuelanos que retornaram ao país na última segunda-feira, 27. Os migrantes estavam vivendo no Peru, em Lima, e acusaram os peruanos de xenofobia, humilhação e tratamento desumano. Com isso, os venezuelanos pediram apoio à Embaixada da Venezuela em Lima para que conseguissem retornar ao país.

“Em meio à guerra econômica, tomaram a decisão de viver no exterior e o que conseguiram no Peru, em Lima, foi racismo, desprezo, perseguição econômica, escravidão. Eles queriam voltar para sua terra natal para receber o abraço de seus familiares, para sentir o calor humanos que nós sabemos transmitir como venezuelanos”, disse Nicolás Maduro.

Existem mais de 2 milhões de venezuelanos vivendo em outros países atualmente. Desde 2015, quando a crise econômica, política e humanitária atingiu a Venezuela, a migração se intensificou. Brasil, Colômbia, Equador e Peru já receberam milhares de venezuelanos que buscam uma nova oportunidade.

Porém, para estimular o retorno dos venezuelanos para casa, o governo lançou o programa “Volta à Pátria”, que visa facilitar o retorno dos migrantes que vivem no exterior. O plano governamental foi criado em abril deste ano, após Maduro pedir ao ministro da Economia, Símon Zerpa Delgado, uma solução para ajudar os venezuelanos que estivessem no exterior.

Ainda durante o encontro com os empresários, Nicolás Maduro destacou a solidariedade do povo venezuelano, que receberia “de braços abertos” os migrantes que retornassem ao país. Ademais, voltou a atacar a Colômbia, afirmando que alguns cidadãos da Venezuela se tornaram “escravos econômicos” no país.

“A Venezuela é um país cheio de solidariedade, somos um país de pessoas especiais e temos de aprender a valorizá-lo”, afirmou Maduro. Em seguida, o chefe de Estado acusou a oposição de incitar a debandada dos venezuelanos para outros países, afirmando ainda que “muitos [venezuelanos] venderam a sua casa, seu carro, e foram escravos econômicos em alguns lugares da Colômbia”.

Por outro lado, Maduro garantiu que os colombianos não recebem o mesmo tratamento degradante na Venezuela. Segundo dados citados pelo presidente, 6 milhões de colombianos vivem no país atualmente, e todos foram incluídos nas políticas sociais da Revolução Bolivariana. Além disso, afirmou que, de cada dez casas que são entregues à população, duas são para famílias colombianas.

“Na Venezuela nunca tivemos campanhas de xenofobia como em outros países da oligarquia, este é um país especial e devemos aprender a valorizá-lo”, destacou o chefe de Estado. As afirmações podem fazer referência à acusação dos venezuelanos que viviam no Peru, à suposta escravização de migrantes na Colômbia ou ao recente episódio de brasileiros expulsando venezuelanos em Roraima.

 

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