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TERRORISMO

Mães contra o Estado Islâmico

As mães são as principais aliadas do governo no combate aos recrutadores do Estado Islâmico

Mães contra o Estado Islâmico
A presença da família atrapalha o recrutamento dos terroristas (Foto: Pixabay)

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Em 25 de maio, Abdirizak Warsame testemunhou contra seus antigos amigos, Guled Omar, Abdirahman Daud e Mohamed Farah, que não concordaram em fazer um acordo judicial e estão sendo julgados pela tentativa de se unirem ao Estado Islâmico e cometer assassinatos no exterior. Eles podem ser condenados à prisão perpétua. Os seis somalis que se declararam culpados serão sentenciados a uma pena máxima de 15 anos de prisão; presume-se que o décimo somali envolvido com o EI esteja na Síria.

As mães de recrutas do Isis e de jovens que se radicalizaram são as que mais sofrem com as escolhas equivocadas dos filhos e, por isso, têm mais força para interromper o movimento de radicalização dos jovens influenciáveis ou revertê-lo. Daniel Koehler, fundador do Institute on Radicalisation and De-radicalisation Studies da Alemanha, disse que as mães e, bem mais raro os pais ou irmãos, pedem sua ajuda quando acham que os filhos estão ameaçados de serem atraídos pelo extremismo islâmico.

Ele foi o cofundador do “Mothers for Life”, um grupo de mulheres de 11 países que perderam os filhos na violência jihadista. As mães enviaram duas cartas a Abu Bakr al-Baghdadi, o líder do Isis. Depois da primeira carta enviada em junho de 2015, o grupo recebeu uma resposta oficial do Isis em menos de quatro horas. Como propagandistas profissionais, os jihadistas sabem que as mães poderiam representar um golpe mortal para a organização, disse Koehler.

Em 25 de maio, Guled Omar foi o único dos três acusados a depor em sua defesa. Omar contou a primeira experiência de sua família com a atração do extremismo violento. A decisão do irmão mais velho, Ahmed Ali, de abandonar a família em 2007 para se reunir ao grupo jihadista al-Shabab aliado ao grupo Al Qaeda, “destruiu minha mãe”, disse Omar. “Ela rezava todas as noites por ele. Pedia que Deus o orientasse”, falou em lágrimas.

Segundo Omar, a influência da mãe e da irmã evitou que ele fosse para a Síria a fim de lutar ao lado dos membros do Isis. Por esse motivo, não deu a foto do passaporte nem fez o pagamento ao homem que iria levá-lo à Síria, mas, que na verdade era informante do FBI.

Fontes:
The Economist-Mothers are the government’s best allies against Islamic State recruiters

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