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Magnata americano é acusado de exploração sexual de menores

Conhecido por cultivar relações amigáveis com personalidades como Trump, Bill Clinton e Woody Allen, Jeffrey Epstein pode pegar até 45 anos de prisão

Magnata americano é acusado de exploração sexual de menores
Epstein foi preso no último fim de semana (Foto: Arquivo pessoal)

O magnata americano Jeffrey Epstein, dono do fundo de investimentos The Financial Trust Co – que administra mais de US$ 1 bilhão de dólares – foi acusado criminalmente na última segunda-feira, 8, pelo Ministério Público do distrito sul de Nova York, de operar um esquema de exploração sexual de menores de idade, entre 2002 e 2005.

Epstein, de 66 anos, é conhecido por cultivar relações amigáveis com políticos e personalidades poderosas, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o ex-presidente americano Bill Clinton, o príncipe Andrew (filho da rainha Elizabeth II, da Inglaterra) e o cineasta americano Woody Allen. Nenhuma dessas personalidades está relacionada às acusações contra o magnata.

Segundo noticiou a agência AFP, Epstein foi preso no último sábado, 6, ao desembarcar em um aeroporto em Nova Jersey, quando voltava de Paris em um avião particular.

O caso remonta uma investigação aberta em 2005, que constatou que Epstein abusou de menores de idade em suas mansões em Upper East Side, em Manhattan (Nova York) e em Palm Beach, na Flórida. Na época, ele enfrentava uma potencial acusação federal por abuso sexual de dezenas de meninas menores de idade.

Porém, seus advogados costuraram um acordo em 2007, no qual Epstein se declarou culpado de um crime menor, de prostituição, em um tribunal da Flórida. Com isso, ele cumpriu 13 meses de prisão, mas era autorizado a sair durante o dia para ir a seu escritório.

No acordo, Epstein também concordou em ser registrado como um agressor sexual e pagou restituições a vítimas identificadas pelo FBI. Dentre os procuradores que negociaram o acordo com os advogados de Epstein, estava Alex Acosta, na época procurador do distrito sul da Flórida. Atualmente, Acosta ocupa o posto de Secretário do Trabalho do governo Trump.

Nos anos que se seguiram, várias vítimas de Epstein criticaram o acordo, afirmando que foi negada a chance de expressarem suas opiniões. Em fevereiro deste ano, o juiz distrital Kenneth Marra, da Flórida, concordou que o acordo violou a lei federal de direitos das vítimas de crimes. O juiz não invalidou o acordo, mas pediu aos promotores que consultassem as vítimas.

Epstein prestou depoimento na última segunda-feira, 8, em um tribunal em Manhattan. Ele se declarou inocente das acusações.

No entanto, o procurador Geoffrey Berman afirmou, em coletiva de imprensa, que o magnata tinha plena consciência de que abusava de menores de idade – algumas das meninas tinham 13 anos.

“Epstein estava muito consciente de que diversas de suas vítimas eram menores de idade e, não surpreendentemente, algumas das meninas que Epstein teria vitimado eram especialmente vulneráveis à exploração”, disse Berman, destacando que fotos de jovens nuas foram apreendidas no ultimo fim de semana na mansão de Epstein em Manhattan.

De acordo com a acusação, além de oferecer dinheiro, o magnata prometia a algumas das meninas que financiaria suas carreiras universitárias. Ele também pagava a mais para algumas das vítimas para que recrutassem outras meninas.

Os advogados de Epstein pediram três dias para apresentar a defesa e preparar um pedido de liberdade sob fiança. Porém, Berman pediu que Epstein continue preso durante o julgamento. Isso porque os crimes dos quais é acusado podem render até 45 anos de prisão. Segundo Berman, por ter Epstein 66 anos, a sentença máxima “equivale a uma sentença de prisão perpétua. Logo, ele teria razões para fugir”.

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