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Maine e Maryland dizem ‘sim’

Dois estados dos EUA aprovam em referendo a união entre pessoas do mesmo sexo

Maine e Maryland dizem ‘sim’
Aprovação é um sinal de mudança na atitude da população norte-americana (Reprodução/Internet)

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O principal argumento daqueles que são contra o casamento gay é dizer que a sociedade não está pronta para dar este passo. Eles alegam que a união estável entre pessoas do mesmo sexo só foi aprovada em alguns lugares devido à pressão de juízes e legisladores, e citam a derrota da causa em referendos para justificar suas ideias.

Um referendo realizado na eleição de terça-feira, 6, em dois estados dos EUA mostra que este argumento acaba de cair por terra. Os estados do Maine e Maryland deram um passo que ficará marcado na história do país. Paralelamente às eleições presidenciais de terça-feira, 7, os dois estados realizaram um referendo sobre o assunto, e o casamento gay foi aprovado nas urnas.

Os opositores não podem mais alegar que as ideias de políticos, como Barack Obama, que defendem o casamento gay, são uma exceção, ou que o aumento da aprovação popular nos referendos sobre o tema, de alguma forma, não reflete a opinião dominante.

Ao contrário do que alegam os opositores, a aprovação do casamento gay em Maryland sugere que a população está pronta para isso, e deu o primeiro passo na noite de terça-feira. Em Maine, estado rural governado por um republicano, a aprovação do referendo em muito se deve à organização dos defensores da causa, que fizeram uma campanha centrada, e bem argumentada. Porém, a vitória também se deve a uma mudança de atitude da população dos EUA.

A eleição de Tammy Baldwin, de Wisconsin,  como a primeira senadora gay do país também reflete essa mudança de comportamento. Sua orientação sexual não representou  problema algum para sua campanha, marcada por debates sobre a economia. Baldwin acertou em não falar do assunto de forma escandalosa, levando pessoas ligadas a grupos homossexuais ao palanque, por exemplo. Ela mostrou que ser gay é apenas uma parte de sua personalidade, não sua essência. Baldwin é a prova de que a orientação sexual não é um assunto dominante que rege a vida de homossexuais.

Os acontecimentos em Maryland, Maine e Wisconsin mostram que não há como voltar atrás. Os norte-americanos estão começando a perceber que reivindicar a aceitação de homossexuais como iguais e, em seguida, negar-lhes o direito ao casamento é uma posição contraditória insustentável.

Fontes:
The New York Times-Maine and Maryland Say ‘We Do’

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