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MORTE PRECOCE

Mais de 2,5 milhões de recém-nascidos morrem anualmente no mundo

No relatório do Unicef, o Brasil é o 75º melhor país para recém-nascidos, com uma morte a cada 128 nascimentos

Mais de 2,5 milhões de recém-nascidos morrem anualmente no mundo
Segundo o Unicef, aproximadamente 80% das mortes dos bebês poderiam ser evitadas (Foto: Unicef)

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Todos os anos, no mundo inteiro, aproximadamente 2,6 milhões de bebês morrem antes de completarem um mês de vida, segundo um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgado na última terça-feira, 20. Cerca de um milhão morre ainda no primeiro dia de vida.

Segundo os dados do Unicef, aproximadamente 80% das mortes dos recém-nascidos poderiam ser evitadas com cuidados básicos. Dessa forma, os países que mais são afetados com as mortes precoces de bebês são pobres, que sofrem com conflitos internos ou têm instituições fracas. De acordo com o Unicef, os riscos de bebês morrerem em países empobrecidos são 50 vezes maiores do que em países ricos.

O Japão é o país com a melhor taxa de sobrevivência de recém-nascidos, com apenas uma morte a cada 1.111 nascimentos. O país asiático é seguido por Islândia, Cingapura, Finlândia, Estônia, Eslovênia, Chipre, Bielorrússia, Luxemburgo, Noruega e Coreia do Sul, respectivamente.

Do outro lado da tabela, o Paquistão é o país com as piores chances de um bebê sobreviver, com uma morte a cada 22 nascimentos ainda no primeiro mês de vida. Em seguida, outros países com baixas taxas de sobrevivência entre bebês são a República Centro-Africana, Afeganistão, Somália, Lesoto, Guiné-Bissau, Sudão do Sul, Costa do Marfim, Mali e Chade, respectivamente.

Apesar da taxa de mortalidade entre bebês de 1 mês e crianças de 5 anos ter reduzido nos últimos 25 anos, o progresso não pôde ser notado entre as mortes de recém-nascidos, segundo o relatório do Unicef.

“Embora tenhamos diminuído em mais da metade o número de mortes de crianças com menos de cinco anos no último quarto de século, não fizemos progressos semelhantes para acabar com as mortes entre as crianças com menos de um mês de vida. Considerando que a maioria dessas mortes são evitáveis, claramente, estamos falhando com os bebês mais pobres do mundo”, explicou Henrietta H. Fore, diretora executiva do Unicef.

O Unicef analisou 184 países para montar seu relatório. As nações foram separadas em quatro grupos, com 50 sendo de renda alta, 51 de média alta, 52 de média baixa e 31 países de renda baixa. Dentro do seu grupo (média alta), o Brasil teve o 28º pior resultado, com 7,8 mortes de recém-nascidos a cada mil nascimentos.

O melhor resultado desse grupo foi alcançado pela Bielorrússia, que teve 1,5 mortes a cada mil nascimentos. Já o pior resultado foi da Guiné-Equatorial, com 32 mortes a cada mil nascimentos. No ranking geral, o Brasil é o 75º melhor país para recém-nascidos.

Mortalidade evitável

Ainda segundo o estudo, a maior causa das mortes dos bebês é a falta de cuidados básicos. Pobreza, conflitos internos e instituições enfraquecidas afetam o acesso à saúde básica e maternal. “Apenas alguns pequenos passos de todos nós podem ajudar a garantir os primeiros pequenos passos de cada uma dessas vidas jovens”, afirmou Henrietta H. Fore.

Mesmo com a taxa de sobrevivência de bebês sendo melhores em países mais ricos, as famílias mais pobres dessas localidades tem uma chance 40% maior de perder o recém-nascido do que as famílias mais abastadas. Os Estados Unidos, por exemplo, devido à desigualdade de renda e lacunas no acesso à saúde, ocuparam apenas a 41ª posição do ranking.

Já Ruanda, apesar de ter sido o 66º pior país no ranking do relatório, mostrou como uma nação de baixa renda pode melhorar no combate à mortalidade infantil. Isso porque o país africano reduziu em mais do que a metade a taxa de mortes de recém-nascidos entre 1990 e 2016.

Cada Vida Conta

O Unicef está lançando a campanha global “Every Child Alive” (Cada Vida Conta) para melhorar a taxa de sobrevivência de recém-nascidos em todo o mundo. Através do programa, o Unicef está fazendo diferentes solicitações aos governos, profissionais da saúde, famílias e empresas, como: recrutar e capacitar um número suficiente de médicos e enfermeiros com especialização em cuidados maternos; garantir instalações de saúde limpas e funcionais; e priorizar para cada mães e recém-nascidos os medicamentos e equipamentos vitais para uma vida saudável.

Fontes:
Unicef -O mundo está falhando com bebês recém-nascidos, diz UNICEF
DW - Unicef: 2,6 milhões de recém-nascidos morrem todos os anos

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