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Malária resistente a medicamentos preocupa pesquisadores

Pesquisadores da Tailândia identificam nova forma de malária no sudeste da Ásia, resistente ao tratamento com artemisinina, o mais eficaz contra a doença

Malária resistente a medicamentos preocupa pesquisadores
Alerta foi dado por Nicholas White, infectologista considerado um dos criadores do tratamento contra a malária (Reprodução/WSJ)

Uma nova cepa do parasita causador da malária, resistente a medicamentos, ameaça tornar novamente perigosa a doença, que esteve controlada ao longo da última década. O alerta foi dado por Nicholas White, especialista na doença e diretor de um programa conjunto de pesquisa entre a Universidade de Oxford e a Universidade Mahidol, na Tailândia.

White é considerado um dos criadores do tratamento a base de artemisinina, o mais eficaz contra a doença. Contudo ele e outros pesquisadores estão preocupados com uma forma da doença resistente à substância que foi identificada no sudeste da Ásia. Segundo os pesquisadores, o parasita desenvolveu resistência na região devido a drogas de baixa qualidade (ou falsificadas) e a pacientes que não completam o tratamento.

Para White, é essencial um esforço global para erradicar a doença. “A resposta dada a esse problema está muito devagar. Acho que devíamos lutar contra isso como uma guerra, com inteligência e pesquisas com dados em tempo real”.

A malária é uma doença infecciosa transmitida pelo mosquito Anopheles. Ela causa, entre outros sintomas, sudorese, febre alta, dor de cabeça e no corpo. Segundo a Organização mundial de Saúde (OMS), em 2013 cerca de 98 milhões de pessoas foram infectadas no mundo, das quais 584.000 morreram.

No Brasil, a maioria dos casos de malária se concentra na região amazônica. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2013 o país registrou 41 mortes em decorrência da doença.

Fontes:
The Wall Street Journal-A Warning From the Heart of Malaria Research

1 Opinião

  1. Hugo Leonardo Filho disse:

    Nunca ouvi falar da artemisinina, na região amazonica temos a vivax e falcípara, espécies do gênero malária, tratadas com cloroquina e quiproquina, os indígenas usam cascas de carapanaúba e quina-quina.

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