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Manifestantes exigem a renúncia do líder de Hong Kong

Ativistas pró-democracia realizam protestos durante as celebrações do Dia Nacional da China e ameaçam ocupar prédios públicos

Manifestantes exigem a renúncia do líder de Hong Kong
Um guarda-chuva amarelo, símbolo dos protestos, é aberto durante as celebrações do Dia Nacional da China (Reprodução/Reuters)

Milhares de ativistas pró-democracia tomaram as ruas de Hong Kong durante a comemoração do Dia Nacional da China, celebrado nesta quarta-feira, 1. Eles deram um ultimato para o líder Leung Chun-ying renunciar até a próxima quinta-feira, 2, sob a ameaça de ocupar prédios públicos. Os manifestantes tomaram uma nova área da cidade, elevando a pressão sobre o governo de Pequim.

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Lester Shum, vice-secretário da Federação de Estudantes de Hong Kong e um dos organizadores dos protestos, revelou à imprensa que os líderes estudantis do “Occupy Central” desejam conversar com o governo central chinês, mas não com Chun-ying, reforçando que ele deve deixar o cargo.

Os ativistas se reuniram no distrito central de negócios, Causeway Bay e Mong Kok. Vídeos e fotos apontam que as manifestações se espalharam para uma quarta área, Tsim Sha Tsu ou TST, região turística conhecida pela variedade de museus e por concentrar um centro de compras.

Os manifestantes concentram os protestos na ocupação de pontos importantes da cidade, para reivindicar o sufrágio universal e o direito de nomear candidatos ao cargo de chefe de governo local nas eleições de 2017.

Simpatizantes detidos

Cerca de 20 pessoas foram detidas em vários pontos da China por manifestar apoio aos protestos por democracia em Hong Kong. Muitos delas participam de uma campanha de solidariedade em que as pessoas raspam a cabeça num sinal de apoio e postam sua foto na internet.

Ou Biaofeng, ativista de Hunan, foi um dos primeiros a publicar a própria foto. Ele foi levado pelas autoridades na manhã desta quarta-feira, 1, e disse não saber por quanto tempo “ficará fora”.

“Estou em férias forçadas”, sussurou ao telefone, conforme o New York Times.

Além da detenção, ativistas de direitos humanos disseram que a população tem sido pressionada pela polícia a não compartilhar artigos ou fotos sobre a “Revolução dos Guarda-chuvas”.

A China Human Rights Defenders não soube informar quantos foram presos, mas revelou que Wang Long, ativista de direitos humanos, foi detido na última segunda-feira, 29, em Shenzhen, por compartilhar reportagens sobre as manifestações, de informações da ONG.

 

Fontes:
O Globo-Manifestantes dão ultimato a líder de Hong Kong e ameaçam ocupar prédios públicos
O Globo-China detém ativistas por apoio a manifestações em Hong Kong

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