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Marinha dos EUA quer equipar navios com armas elétricas

Armas disparam projéteis a velocidades hipersônicas

Marinha dos EUA quer equipar navios com armas elétricas
Marinha está testando um protótipo de armas elétricas e de um canhão eletromagnético (Fonte: Reprodução/US Navy)

Nos séculos de aperfeiçoamento dos armamentos militares que separam um rifle moderno de um arcabuz do Renascimento, a ideia básica de converter a energia química armazenada em um explosivo em energia cinética acumulada em um projétil em velocidade não mudou.

Mas, na verdade, a física das explosões químicas impõe um limite ao desempenho de uma arma convencional. Em uma tentativa de superar essa limitação, a Marinha dos Estados Unidos está testando um protótipo de armas elétricas e de um canhão eletromagnético, uma arma projetada para disparar projéteis a uma velocidade sete vezes superior à do som. Os protótipos estão sendo testados no Naval Surface Warfare Centre, na Virgínia, desde 2006. Se tudo funcionar como planejado, os primeiros testes de tiros a bordo de um navio serão realizados no próximo ano.

Os canhões eletromagnéticos parecem saídos de um filme de ficção científica. A ideia remonta a 1919, quando André Louis Octave Fauchon-Villeplée, um inventor francês, registrou a patente de um “Dispositivo Elétrico para a Propulsão de Projéteis”. Ao contrário das armas de ficção científica, como raios laser e armas de feixes de partículas, os canhões eletromagnéticos são conceitualmente tão simples, que um construtor de armas amador pode fabricar um em casa.

Em vez do cano embutido usado na artilharia, o canhão eletromagnético utiliza dois trilhos metálicos paralelos como condutores de eletricidade. Esse sistema cria um motor linear elétrico. A parte móvel do motor, a armadura onde é produzida a força eletromotriz, apoia-se entre os trilhos e carrega um projétil. Quando alguém aperta o gatilho, a corrente elétrica flui através de um dos trilhos, atravessa a armadura até atingir o segundo trilho. Esse circuito cria uma série de campos magnéticos, que aceleram a armadura e disparam o projétil ao longo dos trilhos a uma velocidade hipersônica.

Fontes:
The Economist - Advanced weapons: Rail strike

1 Opinião

  1. Hugo Leonardo Filho disse:

    A maior dificuldade para essas armas, é a necessidade de uma blindagem especial para isolar o pulso eletro-magnético; ou num combate, uma avaria pode fazer a eletrônica embarcada entrar em colapso; e a tripulação tomar choque dentro do navio.

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