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Mark Zuckerberg comenta escândalo de coleta de dados ilegal

CEO do Facebook diz quais vão ser os próximos passos que a rede social vai tomar para evitar que a situação ocorra novamente

Mark Zuckerberg comenta escândalo de coleta de dados ilegal
Além de explicar a situação, ele falou sobre os três próximos passos que vão ser tomados pela rede social (Foto: Flickr/Brian Solis)

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Na última quarta-feira, 21, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, deu uma entrevista à rede CNN onde listou os próximos passos da rede social em relação ao escândalo de coleta de dados ilegal. O americano disse que o Facebook vai criar uma ferramenta para que os usuários saibam se seus dados foram usados pela empresa de análise de dados Cambridge Analytica. “Uma das coisas mais importantes que acho que precisamos fazer é ter certeza de que contamos para todos os usuários afetados que seus dados foram usados”, disse Zuckerberg.

Pouco antes de conceder entrevista para emissora americana, Zuckerberg escreveu em seu perfil pessoal oficial uma declaração sobre o caso.

Eu quero compartilhar uma atualização sobre a situação do Cambridge Analytica – incluindo os passos que já foram tomados e os nossos próximos.

Nós temos uma responsabilidade de proteger seus dados, e se nós não podemos, então, não merecemos servir vocês. Eu estou trabalhando para entender exatamente o que aconteceu e para ter certeza que isso não aconteça de novo. A boa notícia é que as ações mais importantes para evitar que isso aconteça novamente hoje em dia, nós já tomamos anos atrás. Mas nós também cometemos erros, há mais o que fazer e nós precisamos nos mexer.

Aqui está uma linha do tempo dos acontecimentos:

Em 2007, nós lançamos o a plataforma Facebook com a visão de que mais aplicativos poderiam ser sociais. Seu calendário pode mostrar os aniversários de seus amigos, seus mapas podem mostrar onde seus amigos vivem. Para fazer isso, nós permitimos que as pessoas se conectem nos aplicativos e compartilhem quem são seus amigos e algumas informações sobre eles.

Em 2013, um pesquisador da Universidade de Cambridge chamado Aleksandr Kogan criou um aplicativo que era um quizz de personalidade. Ele foi instalado por cerca de 300 mil pessoas que compartilharam seus dados assim como os dados de seus amigos. Dada a forma como nossa plataforma funcionava na época, Kogan pode acessar dezenas de milhões de dados dos amigos dos usuários.

Em 2014, para evitar aplicativos abusivos, nós anunciamos que estávamos mudando toda a plataforma para limitar dramaticamente os dados que os apps podiam acessar sobre os amigos da pessoa a não ser que os amigos autorizassem o app. Nós também pedimos aos desenvolvedores que obtivessem nossa aprovação antes que eles pedissem qualquer informação sensível das pessoas. Estas ações poderiam evitar que qualquer aplicativo como o de Kogan conseguisse tantos dados hoje em dia.

Em 2015, soubemos por jornalistas do Guardian que Kogan compartilhou os dados de seus aplicativos com a Cambridge Analytica. O compartilhamento de dados por desenvolvedores sem o consentimento das pessoas é contra nossa política. Então nós imediatamente banimos o aplicativo de Kogan da nossa plataforma e exigimos que Kogan e a Cambridge Analytica certificassem formalmente que eles tinham deletado todos os dados adquiridos de forma imprópria. Eles nos deram essas certificações.

Na semana passada, nós soubemos pelo Guardian, New York Times e Channel 4 que a Cambridge Analytica pode não ter deletado os dados como eles certificaram. Nós imediatamente o banimos de usar qualquer um de nossos serviços. A Cambridge Analytica alegou que já havia deletado os dados e concordou em ser auditada por uma companhia forense que nós contratamos para confirmar a informação. (…)

Além de explicar a situação, Zuckerberg falou sobre os três próximos passos que vão ser tomados pela rede social: investigar todos os aplicativos que tinham acesso a grandes quantidades de dados antes da mudança de 2014, inclusive auditar qualquer um deles com atividade suspeita; restringir o acesso de dados por desenvolvedores para evitar esse tipo de abuso; e ter certeza de que os usuários saibam exatamente para quais aplicativos eles deram permissão de acesso a dados.

Segundo uma reportagem conjunta do New York Times e Observer, a Cambridge Analytica usou os dados dos usuários para influenciar as eleições presidenciais de 2016, que levou Donald Trump ao poder.

Como a Cambridge Analytica tem uma sócia no Brasil, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MP-DFT) já abriu um inquérito para investigar se a empresa também teve acesso aos dados de usuários brasileiros.

Fontes:
Estadão-Usuários vão poder saber se seus dados foram usados, diz Zuckerberg

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