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VAZAMENTO DE DADOS

Mark Zuckerberg depõe no Congresso dos EUA

Um dia após depor na Câmara dos EUA, Zuckerberg vai ao Senado do país nesta quarta-feira, 11, para falar sobre escândalo de vazamento de dados

Mark Zuckerberg depõe no Congresso dos EUA
CEO do Facebook pediu desculpas pelo vazamento de dados que afetou 87 milhões de usuários (Foto: AFP)

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, presta depoimento na Câmara dos Estados Unidos nesta quarta-feira, 11, sobre o episódio envolvendo o vazamento de dados de 87 milhões de usuários da rede social. É o segundo depoimento de Zuckerberg no Congresso americano.

Na última terça-feira, 10, ele falou ao Senado americano, onde se desculpou pelo vazamento. “Não adotamos uma visão ampla o suficiente de nossa responsabilidade, e foi um erro enorme. Foi meu erro, e sinto muito. Eu comecei o Facebook, eu o administro, e sou responsável pelo ocorrido”, lamentou Zuckerberg, segundo noticiou a rede alemã Deutsche Welle.

Durante a audiência no Senado, que teve quase cinco horas de duração e contou com a presença de 44 senadores, o Facebook foi criticado pelos parlamentares. Zuckerberg se comprometeu a trabalhar para melhorar a segurança da rede social, garantindo que vai se esforçar para que ocorram eleições seguras em países que foram afetados com o vazamento de dados, como Brasil e Índia. Tal compromisso já foi informado em comunicados recentes do Facebook.

Diferentes senadores republicanos, entre eles Chuck Grassley, John Thune e Dan Sullivan, criticaram duramente as ações do Facebook. Grassley apontou uma falha de comunicação da rede social, afirmando que os usuários ainda não entenderam quais dados são coletados. Thune afirmou que a empresa não pode transformar a vida das pessoas em um “pesadelo de privacidade”. Já Sullivan, um pouco mais ameaçador, afirmou que “quando uma empresa se torna muito grande e poderosa, a tendência é regular ou dividir”.

O CEO do Facebook afirmou que está colaborando com as investigações do promotor especial Robert Mueller sobre a interferência russa nas eleições americanas de 2016. Sobre a Rússia, Zuckerberg citou uma “corrida armamentista”, afirmando que os russos tentam explorar os sistemas cibernéticos, o que obriga os programadores do Facebook a se aprimorarem para evitar essa exploração.

Atualmente, 15 mil pessoas trabalham na área de segurança da rede social, mas, segundo Zuckerberg, esse número deve aumentar para 20 mil até o final de 2018. O senador democrata Bill Nelson, depois de se reunir com Zuckerberg na última segunda-feira, 9, afirmou que o executivo parecia estar levando a situação de segurança “muito a sério”.

Além das medidas de segurança já adotadas pelo Facebook para proteger os dados de seus usuários, a empresa afirmou que vai pagar uma recompensa a quem denunciar uso de informações pessoais indevidas. Dessa maneira, a rede social reforça ainda mais a sua segurança digital, contando com a ajuda de colaboradores externos.

Regulamentação, cobranças e publicidades

Em um dos principais tópicos do depoimento, os senadores questionaram Zuckerberg sobre uma possível regulamentação da rede social. No passado, a ideia era totalmente refutada, mas desta vez o executivo reconheceu que pode admitir “certa regulamentação”.

Um dos principais meios de lucro do Facebook são as publicidades expostas na rede social para os usuários. O senador Bill Nelson perguntou se seria possível uma plataforma sem nenhum anúncio. Em resposta, Zuckerberg afirmou que ainda teria de ser estruturado um modelo de negócios e garantiu que “sempre haverá uma versão gratuita do Facebook”.

Quando perguntado se o Facebook informa aos anunciantes sobre as mensagens trocadas por usuários através do Whatsapp – que também é controlado por Zuckerberg -, o executivo negou. “O sistema do Facebook não vê o conteúdo das mensagens no Whatsapp. É criptografado. Então não informamos anunciantes”, garantiu, segundo informou o portal G1.

Desconhecimento do negócio

Alguns senadores que estavam presentes, porém, não pareciam saber como o Facebook funcionava. O republicano Orrin Hatch perguntou como a rede social pretendia se manter ativa por muito tempo se não fazia cobrança aos usuários. Depois de um silêncio constrangedor, Zuckerberg relembrou ao parlamentar que a rede social conta com anúncios.

Já o democrata Ted Cruz, focando no vazamento de dados e no escândalo com a Cambridge Analytica, sugeriu que a plataforma criasse uma ferramenta que permitisse o download dos dados pessoais por parte do usuário. O executivo do Facebook, por sua vez, afirmou que tal ferramenta já está prática desde 2010.

 

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Fontes:
DW-Zuckerberg pede desculpas perante o Senado dos EUA
G1-Em depoimento de 5 horas ao Senado americano, Mark Zuckerberg admite erros do Facebook
Tecnoblog-5 momentos mais importantes de Mark Zuckerberg no depoimento ao Congresso americano

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