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Médicos encontram danos cerebrais em diplomatas americanos

Diplomatas americanos que trabalhavam em Cuba parecem estar com problemas nas redes cerebrais

Médicos encontram danos cerebrais em diplomatas americanos
Segundo o Departamento de Estado, os diplomatas forma alvo de “ataques” específicos em Cuba (Foto: Pixabay)

Segundo médicos do Departamento de Estado dos Estados Unidos, diplomatas que trabalhavam na embaixada americana em Cuba parecem estar com problemas nas redes cerebrais. Mas os médicos não encontraram a causa para o problema.

Eles publicaram um artigo no Jornal Americano da Associação Médica (JAMA, na sigla em inglês). Especialistas da Universidade de Pensilvânia examinaram 21 de 24 diplomatas que relataram sintomas entre o final de 2016 e agosto de 2017. Eles sentiam dor de cabeça, tontura, além de desordens de humor, sono, visão e audição.

Segundo o Departamento de Estado, os diplomatas forma alvo de “ataques” específicos em Cuba. No final do ano passado, o governo de Trump ordenou a retirada de mais da metade dos diplomatas da embaixada e de seus familiares de Havana.  O governo também aconselhou os americanos a não viajarem para lá. Além disso, um número semelhante de diplomatas cubanos foi expulso de sua embaixada em Washington.

As autoridades cubanas negaram repetidamente a responsabilidade pelos supostos ataques aos diplomatas e disseram que os Estados Unidos deram poucas informações para que Cuba investigasse o caso.

Os médicos examinaram 11 mulheres e dez homens, com uma média de idade de 43 anos. Na maioria dos casos, os diplomatas relatavam ouvir um barulho alto e doloroso que eles logo associaram com outros sintomas.

Os autores do artigo dizem, no entanto, que “som na faixa audível… não é conhecido por causar lesão persistente para o sistema nervoso central” e concluíram que “é atualmente incerto se ou como o barulho está relacionado com os sintomas relatados”.

O artigo também afirma que a suspeita de possíveis infecções, apesar de “não aparentes”, não foram completamente excluídas. “É improvável que um agente químico possa produzir essas manifestações neurológicas sem o envolvimento de outro órgão”.

Apesar de muitos sintomas serem parecidos com o de concussões, não há evidência de trauma físico. Quando o Departamento de Estado recebeu os relatos iniciais dos problemas, ele fez um sistema de triagem na Universidade de Miami para avaliar 80 membros da comunidade da embaixada. O centro para dano cerebral da Universidade da Pensilvânia pediu para investigar 21 pessoas, que tinham sintomas parecidos com o de uma concussão.

Um editorial do JAMA relatou que vários dos sintomas, como disfunção dos movimentos dos olhos e do equilíbrio, foram relatados pelos pacientes ou faziam parte da conclusão subjetiva dos examinadores. “Antes de chegar a qualquer conclusão definitiva, é necessário obter evidência adicional, além de avaliá-la rigorosamente e objetivamente”, concluiu o editorial.

Fontes:
The Washington Post-Doctors find neurological damage to Americans who served in Cuba

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