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ÍCONE DA GUERRA

‘Menina Napalm’ da Guerra do Vietnã tira selfie com fotógrafo que a eternizou

Kim Phuc, a menina que aparece correndo coberta de napalm em foto da Guerra do Vietnã tira selfie com o fotógrafo Nick Ut em evento

‘Menina Napalm’ da Guerra do Vietnã tira selfie com fotógrafo que a eternizou
Kim e Ut se tornaram grande s amigos e mantêm contato constante (Foto: reprodução)

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Kim Phuc é um dos maiores símbolos da Guerra do Vietnã. Ela é conhecida mundialmente como a menina que aparece em uma foto correndo nua com o corpo coberto de napalm, um óleo gelatinoso usado para desfolhar árvores.

A foto foi tirada em 1972, pelo fotógrafo Nick Ut. Na época, a imagem gerou tanto impacto que rendeu a Ut um prêmio Pulitzer e contribuiu para fazer o então presidente americano Richard Nixon ordenar a retirada das tropas do país.

Agora, Kim e Ut tornaram a se reencontrar no evento Mentes Brilhantes, promovido em Madrid, pelo congresso El Ser Creativo. Os dois comemoraram o reencontro tirando uma selfie. “Foi uma foto de guerra mas quero que, agora, seja vista como uma foto de paz”, disse Kim.

Kim tinha apenas tinha nove anos quando sua aldeia foi atacada (Foto: Flickr)

Kim tinha apenas tinha nove anos quando sua aldeia foi atacada (Foto: Flickr)

Por conta do profissionalismo, raramente repórteres fotográficos criam laços com os protagonistas de suas fotos. Porém, a dramaticidade da situação fez Ut deixar essa questão de lado para socorrer Kim, que tinha apenas nove anos no dia do ataque a sua aldeia.

“Nós estávamos escondidos atrás de um templo budista quando ouvimos a chegada dos aviões. Escutamos quatro explosivos. Logo as chamas do napalm estavam tomando tudo. Só tinha nove anos. Lembro que me perguntava por que aquilo estava acontecendo comigo”, lembra Kim.

Ut estava no mesmo local e também lembra com clareza absoluta da cena. “Vi as bombas caindo e comecei a fazer fotos como uma metralhadora. Uma mãe passou carregando seu filho morto nos braços e eu a fotografei por alguns segundos. Logo depois vi o grupo de crianças vindo, gritando”, diz o fotojornalista.

Era neste grupo de crianças que estava Kim. “Ela gritava: ‘vou morrer, vou morrer’. Eu mostrava minha credencial de imprensa para todos, em todos os lugares, para que pudéssemos chegar. No ônibus, rezava. E tivemos sorte”, diz Ut.

Kim passou 14 meses em recuperação em um hospital. Ao longo da vida, ela foi submetida a 17 cirurgias de enxerto de pele. Ela e Ut se tornaram grandes amigos e mantêm contato constante por telefone ou pessoalmente.

Atualmente, Kim mora no Canadá com o marido e os filhos. Ela se dedica a palestras para compartilhar sua experiência e a financiar projetos humanitários em escolas e hospitais em países como Uganda, Timor-Leste, Romênia, Tadjikistão, Quênia e Afeganistão.

Em 2012, ela esteve no Brasil, para uma palestra na Universidade do Sul de Santa Catarina, em Palhoça (SC), no VIII Congresso Brasileiro de Queimaduras, que teve como tema  “Minha vida com queimaduras”.

Fontes:
O Globo-‘Menina do napalm’ tira selfie com fotógrafo que a eternizou

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