Segundo a Economist, a Bolsa de Valores de Xangai é uma espécie de fachada, e não um mercado, de fato. Pelo menos não no sentido Ocidental, no qual os preços são estabelecidos por grandes forças de oferta e procura.
De acordo com a revista britânica, o resultado disto é um comércio local no qual não se acredita que as ações podem tanto cair quanto subir; atualmente acredita-se que as ações só podem subir. Esta confiança origina-se em uma enorme quantidade de empresas controladas pelo governo que abrem o seu capital no mercado acionário.
A Economist ressalta que, com poucas exceções, a China proíbe seus cidadãos de investir no exterior. No país, a escolha é entre conta poupança, que paga menos do que a inflação, ou bens imóveis, com direitos de propriedade incertos. Na China, as empresas e os bancos de investimentos dão informações privilegiadas para investidores, e não para o mercado em geral. Por sua parte, o governo chinês é conivente com isso, concedendo permissão seletiva a estrangeiros que querem investir.

Quer dizer que até na Bolsa, por trás da fachada de livre mercado, a ditadura impera?