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CRISE MIGRATÓRIA

Merkel diz que migrações podem definir destino de UE

A chanceler é a favor da criação de uma ‘coalizão de voluntários’ entre os 28 países da UE

Merkel diz que migrações podem definir destino de UE
Merkel também sofre pressão da União Social-Cristã da Baviera (Foto: Flickr/European People's Party)

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A chanceler alemã Angela Merkel fez um pronunciamento nesta quinta-feira, 28, falando sobre a importância do tema “migração” para definir o destino da União Europeia (UE). A fala ocorreu pouco antes de uma reunião entre os líderes europeus em Bruxelas, na Bélgica.

“A Europa tem muitos desafios, mas o relacionado com a questão migratória poderia decidir o destino da União Europeia. Ou encontramos uma solução para que na África e em outras partes as pessoas tenham o sentimento de que nos guiamos por valores e que defendemos o multilateralismo e não o unilateralismo, ou ninguém acreditará em nossos valores, os que nos tornaram tão fortes”, disse ao Parlamento antes de ir para cúpula europeia.

A chanceler é a favor da criação de uma “coalizão de voluntários” entre os 28 países da UE para buscar acordos que permitam devolver os migrantes ao primeiro país no qual foram registrados. Enquanto isso, o ministro do Interior alemão ameaça impedir a entrada de solicitantes de asilo procedentes de outros países do bloco.

Merkel também sofre pressão da União Social-Cristã da Baviera (CSU), que exige que ela contenha a imigração com mais rigor, apesar da queda do número de chegada de migrantes. Em 2015, 1 milhão de imigrantes chegaram ao sul da Europa pelo Mediterrâneo, já em 2018, foram cerca de 45 mil. Como a Baviera é o principal ponto de entrada de imigrantes na Alemanha, a CSU disse que vai começar a rejeitar em sua fronteira aqueles que se registrarem em outros países europeus, a menos que a chanceler faça um acordo em Bruxelas.

O caso “Aquarius” reacendeu o debate migratório, principalmente devido ao contexto de ascensão das forças xenófobas na UE. O barco Aquarius, dos Médicos sem Fronteiras, com 630 migrantes a bordo, ficou paralisado por dias, até a Espanha oferecer abrigo, depois de o barco ter sido rejeitado pela Itália e por Malta.

Fontes:
O Globo-Antes de cúpula da UE, Merkel diz que migrações podem decidir o destino do bloco

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