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Microsoft tenta ir além do Windows

A antiga gigante do setor de tecnologia está determinada a provar que a vida recomeça aos 40

Microsoft tenta ir além do Windows
A Microsoft está se afastando o mais rápido possível da imagem de uma empresa focada no sistema operacional Windows (Reprodução/Internet)

Mesmo depois de Steve Ballmer ter substituído Bill Gates como CEO da Microsoft em 2000, a norma inquestionável de fortalecer o Windows e torná-lo cada vez mais dominante no mercado, continuou a predominar na sede da empresa em Redmond, no estado de Washington. Muitas das melhores inovações da empresa fracassaram por causa dessa “exigência estratégica”, como a norma era chamada internamente.

Hoje, as regras são diferentes em Redmond. O novo CEO que assumiu o cargo em 2014, Satya Nadella, disse que em vez da “exigência estratégica” tradicional da empresa de fortalecer o Windows, recomenda à equipe que “façam produtos que agradem ao público”. O Office, o popular sistema operacional de processamento de texto, de planilha eletrônica e outros aplicativos, agora é executado em dispositivos móveis, que usam sistemas operacionais concorrentes. A Microsoft desenvolveu o projeto de um software livre, de código-fonte aberto, que antes considerava um anátema. Em um evento realizado em São Francisco em outubro de 2014, Nadella mostrou um slide em que estava escrito: “A Microsoft gosta do Linux.” Opinião não compartilhada por Ballmer, que certa vez chamou o sistema operacional de código aberto de um “câncer”.

Com a comemoração dos 40 anos da Microsoft em 4 de abril, seus executivos e acionistas relembraram, nostálgicos, a juventude perdida da empresa. Aos 20 anos a Microsoft superou com sua eficiência e inovação a gigante do setor da tecnologia da informação, a IBM, mas ao longo de seus 30 anos foi ultrapassada pela eterna arqui-inimiga Apple, uma empresa fundada apenas um ano antes da Microsoft.

A fórmula de Nadella para revigorar a Microsoft inclui planos da constante expansão da rede global de centros de dados, com o objetivo de fornecer uma ampla série de serviços on-line para empresas e usuários individuais, afastando-se o mais rápido possível da imagem de uma empresa focada no sistema operacional Windows. Até o momento, ele tem sido bem-sucedido em administrar a transição de uma empresa, com 123 mil funcionários e uma receita anual de US$87 bilhões.

Fontes:
The Economist - Opening Windows

1 Opinião

  1. André Luiz D. Queiroz disse:

    O novo CEO que assumiu o cargo em 2014, Satya Nadella, disse que em vez da “exigência estratégica” tradicional da empresa de fortalecer o Windows, recomenda à equipe que “façam produtos que agradem ao público”” — Corretíssimo! Empresa nenhuma pode se acomodar na ideia que será sempre líder do mercado e/ou seus produtos/serviços são imbatíveis. O que determina o sucesso e continuidade de um produto/serviço é sempre o público consumidor a quem esse produto/serviço se destina, e ponto! Desagrade esse público, e você dará margem para a concorrência atuar e agradar seu público com aquilo que você não faz!

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