Início » Internacional » Milhares vão às ruas em Israel contra plano de deportação
ISRAEL

Milhares vão às ruas em Israel contra plano de deportação

Plano do governo de Benjamin Netanyahu afetaria até 40 mil imigrantes

Milhares vão às ruas em Israel contra plano de deportação
As autoridades israelenses chegaram a receber uma carta contra o plano (Foto: Twitter/@josiegz)

Prezados leitores, o Opinião e Notícia encerrará suas atividades em 31/12/2019.
Agradecemos a todos pela audiência durante os quinze anos de atuação do site.

Mais de 20 mil pessoas foram às ruas no último sábado, 24, em Tel Aviv, Israel, para protestar contra um plano de deportação do governo de Benjamin Netanyahu. Os manifestantes israelenses e africanos se reuniram na frente da prefeitura com a intenção de protestar contra a política que quer expulsar refugiados.

O plano, que afetaria até 40 mil imigrantes, está atualmente suspenso pela Suprema Corte. O país tem até esta segunda-feira, 26, para dar mais informações ao tribunal. Em fevereiro, sob protestos, o processo de deportações chegou a ser iniciado.

Segundo a agência de refugiados das Nações Unidas, há atualmente 27 mil pessoas vivendo em Israel e requerendo asilo que são provenientes do regime ditatorial da Eritreia. Além disso, há outras 7,7 mil provenientes do Sudão, que foi devastado pela guerra.

As autoridades israelenses chegaram a receber uma carta contra o plano, assinada por grupos de rabinos, escritores, acadêmicos, médicos e sobreviventes do Holocausto. Eles solicitavam a anulação da medida, já que isso feriria a ética e a imagem de Israel como um país que protege refugiados.

Dezenas de imigrantes que estão no centro de detenção em Holot, no sul do país, já receberam ordens de abandonar Israel. Eles têm duas opções para não serem presos indefinidamente: voltar ao seu país de origem ou ir para outro país africano (provavelmente Ruanda). Cada imigrante receberia um apoio financeiro de US$ 3.500, além da passagem de avião.

O governo israelense acredita que a grande maioria dos imigrantes está à procura de empregos e que Israel não tem a obrigação de mantê-los. A maioria dos imigrantes africanos entrou clandestinamente no país pela fronteira egípcia do Sinai, onde agora o governo israelense construiu um muro. A maioria deles argumenta que não pode voltar para seu país por conta da ameça de perseguição dos governos autoritários.

Fontes:
DW-Israel tem protesto contra deportação de africanos
Haaretz-20,000 Israelis Protest Deportation of African Asylum Seekers
Independent-Thousands of African migrants protest against Israel's plans to deport them

Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não refletem a opinião deste site

1 Opinião

  1. Vasco A. Duval disse:

    Os dirigentes israelenses, com o tratamento que dão aos palestinos e aos africanos, estão fazendo de tudo para que se dê razão a Hitler.

Sua Opinião

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *