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Oceano

Minissubmarinos podem ser usados para turismo subaquático

Cyclops, um submarino com 5,5 metros de extensão, tem capacidade para explorar locais profundos do oceano

Minissubmarinos podem ser usados para turismo subaquático
A tripulação poderá observar o que se passa em torno através de uma janela fabricada com um acrílico especialmente reforçado na frente do veículo (Reprodução/OceanGate)

Nos últimos anos, surgiram muitos projetos de viagens de férias no espaço. Apesar do fracasso de um aspirante ao turismo espacial, Virgin Galactic, cujo protótipo de um foguete suborbital explodiu após o lançamento em um voo teste em outubro, os que têm condições de pagar somas exorbitantes para realizar seu sonho de turismo espacial, ainda podem planejar uma viagem para a Estação Espacial Internacional, organizada pela empresa americana Space Adventures, que reserva lugares nas naves espaciais russas. Mas para as pessoas que não podem pagar cerca de US$20 milhões para fazer a viagem, logo haverá uma alternativa de viajar em veículos especiais em busca de uma aventura radical, só que em outra direção.

Esse, pelo menos, é o projeto de Stockton Rush, o principal executivo da empresa OceanGate. Rush é o idealizador da construção do Cyclops, um submarino com 5,5 metros de extensão e capacidade de explorar locais profundos do oceano, acessíveis apenas a uns poucos navios de pesquisa.

Além do Cyclops, existem oito minissubmarinos que atingem grandes profundidades no mundo. A maioria data da época da Guerra Fria. O submarino Alvin, que examinou os destroços do naufrágio do Titanic em 1986, é o mais famoso deles. Mas Alvin é o exemplo dos problemas dos submarinos tripulados. Noventa por cento do seu peso destina-se a manter os três tripulantes vivos. Os 10% restantes são usados na pesquisa científica. Além disso, sua manutenção e funcionamento são extremamente caros. A reforma do Alvin custou US$42 milhões e serão necessários mais de US$50,000 por dia para mantê-lo no mar, porque precisa do apoio de um navio grande e com características especiais.

Por isso, assim como na pesquisa oceanográfica em grandes profundidades e na exploração espacial, a tendência atual é o uso de robôs, como os ROVs (veículos submarinos operados remotamente) por um piloto a bordo de um navio, e os AUVs (veículos submarinos autônomos). Esses robôs aperfeiçoaram-se com uma velocidade incrível nos últimos 20 anos. Hoje, atingem as profundezas dos oceanos, deslizam embaixo de camadas de gelo durante meses ou são usados para consertar equipamentos de perfuração submersos.

No entanto, Rush acredita que pode resistir a essa tendência do uso de robôs. E com o Cyclops, exibido em Seattle em 11 de março, ele quer provar que sua ideia será um sucesso. O minissubmarino tem um casco de aço pressurizado, que lhe permitirá atingir a profundidade de até 3 mil metros e as baterias fornecem oito horas de energia para locomoção a essa profundidade. A tripulação poderá observar o que se passa em torno através de uma janela fabricada com um acrílico especialmente reforçado na frente do veículo (o que inspirou seu nome). O minissubmarino tem também um sistema de emergência, que lhe permite ficar submerso durante três dias. Na opinião de Rush, as instituições científicas serão as mais interessadas em usar o Cyclops em suas pesquisas, mas o submarino em miniatura tem outros usos potenciais. Segundo seus cálculos, o turismo subaquático com passeios por navios naufragados e recifes de coral terá o preço acessível de US$1,000 por pessoa.

Fontes:
Economist-An ambassador to Neptune’s kingdom

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