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Guerra na Ucrânia

Ministro ucraniano pede mais apoio do Brasil contra separatistas

Pavlo Klimkin lamenta o fato de o país estar neutro e não contrário à anexação da Crimeia pela Rússia

Ministro ucraniano pede mais apoio do Brasil contra separatistas
Klimkin em entrevista. Segundo ele, governo ucraniano pretende descentralizar o poder (Reprodução/Yves Herman)

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Pavlo Klimkin, disse que espera que o Brasil “ajude mais”, diplomaticamente, no conflito contra os separatistas pró-Rússia no leste do país. O ministro lamentou o posicionamento neutro do Brasil sobre a anexação da Crimeia pela Rússia.

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Klimkin disse acreditar que o Brasil dá a mesma atenção aos valores democráticos que dá aos valores econômicos, fazendo clara referência aos acordos entre o país e a Rússia devido ao bloco dos Brics. O ministro, que assumiu a pasta em junho deste ano, explicou a dificuldade do país em cumprir o acordo de cessar-fogo, defendido pelas lideranças russas, com as forças rebeldes, que ele chama de “terroristas”.

“Infelizmente, desde o cessar-fogo, mais de cem soldados ucranianos foram assassinados. A situação está longe de ser pacífica. Nossas forças estão sob o fogo dos terroristas e, claro, em alguns casos precisam revidar. As forças ucranianas estão prontas para defender nosso país, mas nossa busca é pela paz e para salvar vidas dos dois lados”.

Klimkin disse que a principal dificuldade em retomar as áreas tomadas pelos rebeldes é que o governo não quer envolver civis na guerra, sabendo disse os rebeldes exploram as áreas residenciais. A intenção do governo é alcançar a paz, reanexar os territórios do leste do país e conceder mais poderes às regiões, descentralizando o poder.

O ministro disse ainda que a guerra tem atrapalhado a economia ucraniana, pois Donetsk e Lugansk, zonas de conflito com os rebeldes no leste, são regiões industriais de grande população e que estão com atividades parada devido aos combates.

Sobre a vitória nas eleições de uma bancada que apoia a entrada do país na União Europeia, o ministro ucraniano disse que o objetivo é que isso aconteça em 2020. “O nosso objetivo de nos transformarmos em membro da UE permanece. A ideia de uma integração europeia conta com apoio integral na sociedade ucraniana e também se refletiu nas eleições parlamentares. O acordo de cooperação assinado neste ano é um passo muito importante. Depois de implementado, esperamos pedir adesão à UE em 2020”, disse Klimkin.

Fontes:
Folha-Chanceler da Ucrânia espera mais apoio político do Brasil

1 Opinião

  1. Joma Bastos disse:

    O governo brasileiro agora está atualmente apoiando putin, para que o Brasil possa vender carne e soja à Rússia, senão as exportações brasileiras cairiam a pique.

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