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Morre Beethoven, um dos maiores gênios da música clássica

Em 26 de março de 1827, morreu o compositor Beethoven, que mesmo surdo continuou a compor obras-primas

Morre Beethoven, um dos maiores gênios da música clássica
Na Sinfonia nº 9, Beethoven musicou o poema “Ode à Alegria”, do poeta alemão Johann Schiller (Reprodução/Internet)

Ludwig van Beethoven nasceu em 1770, na cidade alemã Bonn. Filho de um músico frustrado e alcoólatra, que o obrigava a levantar de madrugada da cama para tocar piano, Beethoven abandonou a escola aos 13 anos para sustentar a casa. Trabalhou em vários empregos ligados a música até que, graças a ajuda de um nobre, se mudou para estudar em Viena.

Mesmo com um gênio forte, Beethoven fez grande sucesso como pianista e compositor nos salões aristocráticos da capital da Áustria. Com 28 anos, começou a sentir os primeiros sintomas de uma surdez progressiva e, nesse período, pensou em cometer suicídio. “Foi a música quem me salvou”, afirmou depois da depressão.

Mesmo com o agravamento da doença, Beethoven compôs algumas de suas mais belas obras, como a Sinfonia nº 3 e a Sinfonia nº 6. Na última década de vida, o compositor ficou completamente surdo. A bebida causou problemas no fígado, os pulmões também estavam debilitados e dores de cabeça eram constantes. Apesar dos problemas de saúde, Beethoven continuava a compor obras-primas.

Na Sinfonia nº 9, Beethoven musicou o poema “Ode à Alegria”, do poeta alemão Johann Schiller. O compositor foi aplaudido de pé durante a execução da sinfonia. Ao todo, cerca de 200 obras foram compostas. No dia 26 de março de 1827, Beethoven, após contrair pneumonia, morreu de cirrose hepática.

 

Fontes:
InfoEscola-Beethoven
Folha Online-Fúria ataca "Napoleão da música"

3 Opiniões

  1. Denison rosario disse:

    Obras de beethoven

    As sonatas para dois instrumentos (piano e violino / piano e cello) são as primeiras obras a terem verdadeiras obras primas logo no inicio de carreira. São as unicas obras, junto com as sonatas para piano e as variações para piano, que estão do comecinho ate o fim da carreira do compositor.

    Os trios de cordas começam com o excelente op.3 e termina nos op.9. Ensaio para os futuros quartetos.

    Os ciclos de lied de Beethoven não podem se comparar com as jóias de Schubert, mas o op.48 Gellert, o op.75, o op.83 Goethe e o ciclo A bem Amada Distante op.98 são as melhores canções e são geniais, outonais, criativas.

    Escreveu poucos trios com piano (6) se considerarmos o piano trio op.11 um divertimento para clarineta que pode ser substituido pelo violino, mas, todos importantes, e em ordem decrescente, a primeira obra publicada op.1 é uma coleção de três trios com piano. O n.3 é genial. Na fase heróica criou os dois piano trios op.70, mais geniais ainda. Na fase transcendental criou a obra prima definitiva: o piano trio Arquiduque op.97.

    As variações para piano são outro género que Beethoven dominou e o perseguiu por toda a carreira; desde Bonn até a morte. Woo 80 é genial, as variações op.34 e 35 são de tirar o fôlego e as Diabelli são divinas, pináculo do gênero, fazendo par com as variações Goldberg, de Bach.

    As 9 sinfonias, as 32 sonatas para piano e os 16 quartetos para cordas são as coleções mais valiosas de Beethoven. Pena que só escreveu nove sinfonias.

    Os cinco concertos para piano de Beethoven só abrigam duas obras primas: o 4 e 5. O n.3 é bonito e bem feito.
    Só criou um concerto para violino, este muito respeitado e um triplice, este belissimo e genial. Não se dedicou muito ao gênero.

    Obras isoladas de alto nível:
    missa solemnis, ópera fidelio, bagatelas op.126, grande fuga (grosse fugue) para quartetos de cordas, cantata funebre para o imperador Jose II e rondó a capriccio op.129.

  2. Luiz Carlos Sanfelice disse:

    Não consigo ouvir Beethoven, por grandes orquestras ou em solo de piano especialmente pela grande Valentina Lisitsa, sem ir às lágrimas. Profundo. Emocionante. Cheias de vida, de fortes emoções, ou encantadoramente lindas como Sonata ao Luar e, como sempre, além das belas Sinfonias nº 3 e nº 6, a grandiosa nº 9. Conta-se que ao morrer ele deixou uma careta à “Sua Amada Imortal”. Ouvindo o que seriam os termos dessa carta junto com a execução da 9ª Sinfonia, leva a mim à um profundo estado de alma e de doído sentimento por não ter ele, ao longo de sua vida, por circunstâncias adversas, ter tido chance de viver seu amor. Não sei se a história que conheço é a correta. Que livro e que autor retratou (devem ter retratado) a correta versão do que de fato aconteceu? Se souber, me diga.

  3. Regina Caldas disse:

    ….e seu ultimo desejo antes de morrer foi beber vinho da região do Reno. Para brindar, talvez, a vida solitária de um gênio temperamental que nos legaria as mais belas composições musicais. A Beethoven dedico, em pensamento, sua Ode à Alegria!

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