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Mulheres jihadistas

Mulheres ganham cada vez mais espaço em grupos terroristas

A imagem da mulher como um ser passivo e manipulável impede que o Ocidente identifique a ascensão de células femininas em grupos radicais

Mulheres ganham cada vez mais espaço em grupos terroristas
As mulheres representam 10% dos ocidentais que são recrutados pelo Estado Islâmico (Reprodução/Internet)

Hayat Boumeddiene é atualmente a mulher mais procurada da França. Ela atuou como comparsa do terrorista Amedy Coulibaly no ataque a um mercado de comida judaica no início deste mês. Coulibaly foi morto no ataque, mas Hayat conseguiu fugir. Segundo fontes do governo francês, ela foi para a Síria.

A participação de Hayat no ataque levantou uma série de dúvidas. Estaria ela sob a influência de seu parceiro ou participou do ataque por ideologia?

Na verdade, a participação de mulheres em grupos extremistas não é novidade. Mas a imagem da mulher como um ser passivo e manipulável impede que o Ocidente identifique a ascensão de células femininas em grupos fundamentalistas.

De acordo com um editorial publicado nesta quinta-feira, 22, no New York Times, as mulheres representam 10% dos ocidentais que são recrutados pelo Estado Islâmico (ISIS). Na França, o número de jihadistas mulheres é ainda maior. Dos 350 franceses que teriam se juntado ao grupo, 63 são mulheres, cerca de 20% do total.

Conhecidas como “noivas jihadistas”, as mulheres têm um importante papel dentro dos grupos radicais. Elas comandam alguns postos de segurança, ajudam a invadir e fazer buscas em casas de cidades atacadas e prestam primeiros socorros aos combatentes. Elas também ajudam a suavizar a imagem do grupo, postando fotos descontraídas em redes sociais.

Também é papel das noivas jihadistas obrigar mulheres capturadas a aceitarem as leis radicais impostas pelo grupo, em alguns casos, por meio de violência. Além disso, cada vez mais mulheres também são recrutadas para ataques suicidas, pois elas conseguem se infiltrar mais facilmente em alguns locais.

O uso das mulheres pelos terroristas é estratégico e está aumentando de forma alarmante. Para conter essa tendência, o Ocidente precisa se livrar da visão sexista e encarar a questão de forma mais racional.

Fontes:
The New York Times-When Women Become Terrorists

1 Opinião

  1. André Luiz D. Queiroz disse:

    Posso entender que homens muçulmanos pobres, reprimidos sexualmente, de pouca escolaridade e sem oportunidades de ascensão social em seus países/comunidades de origem acabem aceitando a lavagem cerebral jihadista, com suas promessas de 72 virgens no paraíso. Mas, e as mulheres, para quem a sharia só impõe mais opressão? O que essas criaturas pensam conseguir?!… Vá entender! Mas, é aquela coisa: quem primeiro ensina o homem a ser machista, é a própria mãe!…

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