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TRIO MARAVILHA

As mulheres no topo da política mundial

Três mulheres mostram que o sucesso na política está longe de ser prerrogativa dos homens

As mulheres no topo da política mundial
Merkel, May e Hillary devem, em breve, liderar três das seis maiores potências mundiais (Foto Montagem: Opinião e Notícia)

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A chanceler alemã, Angela Merkel, dispensa apresentações. Basta uma rápida busca no site da revista Economist para perceber a dimensão da sua importância enquanto líder de uma das maiores potências globais. Entre os títulos de reportagens sobre ela estão “The indispensible european” (A indispensável europeia), “Angela Regina” (rainha Angela), “Merkel the bold” (A ousada Merkel), “A pair of safe hands” (Um par de mãos seguras) e “One woman to rule them all” (uma mulher para governá-los).

Não é à toa que Merkel lidera o ranking das mulheres mais poderosas da revista Forbes há seis anos consecutivos, perdendo apenas para Vladimir Putin no ranking de homens e mulheres.

Para líderes em democracias, a longevidade no poder é geralmente difícil de alcançar, mas Merkel comemorou 10 anos no mais alto cargo do governo alemão em novembro do ano passado com popularidade em alta e energizada pelo maior dos muitos desafios que tem enfrentado no cargo: a crise dos refugiados.

Nesta e em todas as outras crises que encarou — a instabilidade do euro, o confronto entre Putin e o Ocidente, a guerra na Síria, a saída britânica da UE, entre outras –, a chanceler teve um papel indispensável, em parte, porque a Alemanhã é grande e forte, mas também porque ela é de longe a mais experiente e veterana das líderes europeias hoje, além de ter um talento especial para lidar com homens machistas, vaidosos e complicados, como Putin.

Hillary Clinton 

Atrás de Merkel na lista da Forbes está Hillary Clinton, provável próxima presidente americana. Hillary é experiente na política e tem se mantido firmemente no centro em uma era de extremos. Foi a primeira primeira-dama dos EUA a concorrer a um cargo público, a primeira senadora eleita por Nova York e a primeira mulher a chegar tão longe em uma corrida presidencial.

No início de junho, Barack Obama declarou apoio à  sua ex-secretária de Estado para sucedê-lo na presidência em um vídeo de três minutos publicado na página da democrata no Facebook. “Acredito que ninguém está mais qualificado para ocupar este cargo”, disse ele. “Estou com ela, estou energizado e não posso esperar para participar da campanha”.

Se as pesquisas de opinião se confirmarem e Hillary se consagrar presidente dos EUA em novembro, ela se juntará a Merkel e Theresa May, a nova primeira-ministra britânica, na liderança de três das seis maiores potências globais. May governará a quinta maior economia em um momento de ruptura e divisão sem precedentes. Considerada uma das figuras mais fortes da política britânica, ela terá a difícil missão de negociar a saída do Reino Unido da União Europeia.

May foi a primeira mulher a assumir a presidência do Partido Conservador, em 2002. Ao longo dos últimos seis anos, resistiu a motins internos, teve um papel importante na decisão do governo britânico de entrar na guerra síria e presidiu reuniões de emergência na ausência de Cameron. Prestes a completar 60 anos, May é uma das pessoas que permaneceu por mais tempo, seis anos, à frente do Ministério do Interior.

Ela pode não ser adorada pelo povo, mas é admirada e respeitada, além de contar com a profunda gratidão de muitas mulheres de seu partido. May ajudou a reformular o sistema de seleção de candidatos em seu partido para trazer mais parlamentares mulheres e de minorias ao Parlamento.

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1 Opinião

  1. Ludwig Von Drake disse:

    Nem tanto, faltam a Dillma, a Bachelet e a Cristina nessa estatística.

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