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Mundo dos negócios está dividido entre otimistas e pessimistas

Alguns empresários vivem no mundo digital onde todos os problemas têm solução e cada escassez produz abundância, outros vivem em um mundo de 'estagnação secular'

Mundo dos negócios está dividido entre otimistas e pessimistas
A sede dos otimistas é o Vale do Silício e a dos pessimistas é Main Street (Reprodução/BrettRyder)

Alguns dos empresários mais importantes do mundo estão eufóricos. Eles vivem no mundo digital onde todos os problemas têm solução e cada escassez produz abundância. Outros são perseguidos pelo pessimismo. Eles vivem em um mundo de “estagnação secular”, “crescimento sem oferta de emprego”, competição zero e a desigualdade ameaçando a estabilidade.

A sede dos otimistas, é claro, é o Vale do Silício. Os tecnólogos estão estendendo rapidamente sua capacidade de resolver problemas e de aumentar a produtividade a diversos tipos de negócios: transporte (Google e Uber), hospitalidade (Airbnb), limpeza de casa e serviços eventuais de curta duração (Task Rabbit). Eles também têm sonhos do tamanho do planeta. Elon Musk, o fundador da Tesla, uma empresa de carros elétricos, quer enviar o homem a Marte. Bill Gates, o fundador da Microsoft, afirma que as vidas dos pobres no mundo melhorarão mais nos próximos 15 anos do que ao longo da história da humanidade.

A sede dos pessimistas é Main Street. As empresas de Main Street estão em geral tentando ter resultados melhores sem oferecer novos empregos. Apesar da alta taxa dedesemprego, os supermercados instalaram caixas automáticas. O pessimismo é mais acentuado entre as empresas que tiveram um crescimento rápido durante o boom das commodities, mas que agora estão reduzindo seu tamanho e fazendo um trabalho de reengenharia para sobreviver.

As mesmas forças que estão estimulando o otimismo na elite tecnológica estão disseminando o pessimismo em outros setores. A revolução tecnológica está aumentando a desigualdade, com a demanda crescente de cérebros excepcionais, enquanto reduz a demanda por outros tipos de profissionais. Andrew McAfee da Sloan School of Management do MIT calcula que 50% dos atuais empregos desaparecerão em um curto espaço de tempo.

Como os empresários poderiam reverter essa situação? Pierre Nanterme,  CEO da Accenture, diz que será preciso repensar ou eliminar os pressupostos mais básicos que têm orientado os modelos de negócios. Muitos empresários ainda “usam uma equação que não é mais válida”. Um novo relatório da Saïd School of Business da Universidade de Oxford citou uma frase reveladora de um executivo-chefe de uma empresa: “Michael Porter tinha o hábito de mencionar sua ‘vantagem competitiva sustentável’. Essa ‘sustentabilidade’ não existe mais.” Desde então, quase metade das empresas da lista da Fortune 500 em 1999 teve um desempenho pior.

 

Fontes:
Economist-Mammon’s Manichean turn

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